Ex-presidente de Ourém, Vítor Frazão, quer que António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa venham constatar a "asfixia" económica da cidade Foto: mediotejo.net

Mais de 20 depois, o movimento em defesa da criação do concelho de Fátima, vai ser relançado numa sessão marcada para este sábado, dia 12 de março, às 18:00, no Hotel Cinquentenário. Vítor Frazão tem sido desde então um dos principais rostos do movimento que é agora protagonizado por um grupo de jovens fatimenses, segundo revelou o próprio em declrações ao mediotejo.net.

O ex-autarca e ex-líder do movimento independente Move, concedeu uma entrevista a um jornal local onde defendia o reinício da luta pelo concelho de Fátima. “Na minha opinião, esta causa apenas foi injustamente adiada e nunca será uma causa perdida, assim os fatimenses o queiram”, afirmou ao periódico.

O desafio foi agarrado por um grupo de jovens que contactou Vítor Frazão no sentido de reativar o movimento que vai dar continuidade à missão de há 24 anos.

Nessa altura a Assembleia da República aprovou a lei-quadro da criação dos municípios de Fátima, Canas de Senhorim e Vizela, entre outros, mas o ex-presidente da República Jorge Sampaio acabou por vetar “injustamente” o diploma em relação a Fátima.

ÁUDIO | VITOR FRAZÃO, MOVIMENTO FÁTIMA A CONCELHO:

Persistente, Vítor Frazão não desarmou e prometeu que um dia iria fazer renascer “esta iniciativa justa da população de Fátima”.

O ex-autarca salienta que “Fátima é um caso específico no país, é a montra de Portugal no mundo, reúne todas as condições para ser concelho”.

“Não se trata de um capricho, muito menos de uma guerrinha que se pretenda fazer com o resto do concelho [de Ourém]”, acrescenta. Faz ainda notar que alguns autarcas “entendem que Fátima devia ser concelho porque isso permitiria que Ourém gerisse o resto do concelho com mais equidade, com mais potencialidades, nomeadamente financeiras”.

Questionado pelo mediotejo.net sobre o renascer deste Movimento, o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque, disse apenas que “isso neste momento é um não assunto”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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