Sérgio Ribeiro, antigo preso político em Caxias, ex-deputado e eurodeputado comunista e ex-membro da Assembleia Municipal de Ourém, morreu esta segunda-feira, aos 88 anos. Sérgio Ribeiro vai ser cremado na terça-feira, no Entroncamento, sendo o corpo velado a partir das 18h00 de hoje no Centro de Documentação Joaquim Ribeiro, na antiga escola de Zambujal.
Da Organização Internacional do Trabalho (OIT) às quintas ocupadas no Alentejo em 1975, entre outros episódios particulares, Sérgio José Ferreira Ribeiro, residente em Zambujal, freguesia de Atouguia (Ourém), foi um observador participante de vários dos momentos que marcaram o pós-25 de abril.
O PREC e o verão quente de 1975 são revistos e recordados em “25 de Abril e depois”, livro que lançou em 2016, com um olhar nostálgico mas consciente de que vingou a versão dos vencedores, esquecendo-se que também se lutou com honestidade por uma causa.
Quando se deu o 25 de abril de 1974, Sérgio Ribeiro já contava 39 anos. Atrás de si tinha uma vida movida entre Portugal e Bruxelas, formação em Economia, consciência política, atividade jornalística, registo na PIDE e um historial de largos meses na prisão. No dia da liberdade, estava preso em Caxias.
Sobre essa época era convidado com frequência a narrá-la nas escolas do concelho de Ourém, onde a memória da revolução já é muito ténue e formatada aos resumos oficiais. Admitiu, numa entrevista à jornalista Cláudia Gameiro em abril de 2019, que por vezes se torna inconveniente, por querer continuamente abordar temas que não são os da versão dominante e as verdades que a História esqueceu.
“Mas eu não me canso, apesar de incomodar”, afirmou, numa das ultimas celebrações do 25 de abril.

Em comunicado, o secretariado do Comité Central do PCP manifesta “profundo pesar” pela morte de Sérgio Ribeiro, transmitindo à sua família “os sentidos pêsames e a sua solidariedade neste triste momento”.
“Sérgio Ribeiro, destacado militante comunista, intelectual respeitado, com papel destacado na Revolução de Abril, teve uma vida inteiramente dedicada à luta e intervenção pela emancipação dos povos, pela democracia, o progresso social, a paz e o socialismo”, destaca o PCP.
A família enlutada a equipa do jornal mediotejo.net endereça as mais sentidas condolências.


Sergio Ribeiro nunca será esquecido mesmo aqueles que não partilhavam as suas ideias sempre o respeitaram.Homen com um grande H que nunca esqueceu as suas raizes nem o seus conterrâneos que descanse em paz