A Câmara de Ourém vai lançar até ao final do ano obras de 2,8 milhões de euros em estradas e escolas, sendo a mais relevante a reabilitação da avenida que atravessa a sede do concelho, disse o seu presidente.

“Há muitos anos que não havia uma intervenção desta dimensão nas vias rodoviárias”, afirmou Paulo Fonseca, no âmbito de uma visita que recentemente efetuou a obras concluídas e em curso em várias freguesias do concelho.

O autarca adiantou que as obras nas escolas e nas estradas, com exceção da principal avenida da cidade de Ourém, a intervenção de maior envergadura, deverão estar terminadas no primeiro trimestre de 2016.

Paulo Fonseca, eleito pelo PS, referiu ainda que nos estabelecimentos escolares os melhoramentos passam pela pintura, substituição de janelas, recreio e coberturas, “pequenos arranjos” que são necessários ao parque escolar, notou.

No caso da principal estrada que atravessa a sede do concelho, a avenida D. Nuno Álvares Pereira, o presidente do município reconheceu que a obra, de 800 mil euros, é reclamada há décadas e vai contemplar infraestruturas da água, saneamento, gás ou telecomunicações, mas também a iluminação pública, passeios e embelezamento paisagístico.

“A requalificação da avenida é absolutamente fundamental, porque é central na sede do concelho”, assinalou Paulo Fonseca, observando que, neste caso, o investimento só não foi lançado antes por existir um “conflito que está em tribunal” com a empresa concessionária do abastecimento de água ao concelho, a Be Water, relacionado com o aumento do tarifário.

Segundo o autarca, “com muita regularidade, a avenida está interrompida com mais um buraco para reparar a rede de abastecimento de água, porque esta rede é muito antiga”, classificando a situação como “insustentável”, pelo que o município decidiu avançar com a parte do investimento que caberia à concessionária, com a qual haverá, depois, um “acerto de contas”.

Paulo Fonseca acrescentou que este pacote de obras, que sucede a outro no valor um milhão de euros que incluiu também vias, só é possível depois de este município do distrito de Santarém “ter ultrapassado uma grande dificuldade, a herança pesadíssima em termos financeiros”.

Segundo o autarca, eleito pela primeira vez presidente da autarquia em 2009, “a dívida e compromissos futuros nesse ano cifrava-se em 61 milhões de euros”, prevendo terminar 2015 com “cerca de 20 milhões de euros” nesse capítulo.

“A atual situação financeira permite-nos fazer investimentos de outra dimensão e com outra ambição”, admitiu Paulo Fonseca.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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