incêndio que deflagrou durante a tarde de quinta-feira, na Freixianda, em Ourém, mantinha-se ativo este sábado e com cerca de 600 bombeiros no terreno. Foto ilustrativa: DR

O incêndio que começou quinta-feira à tarde em Cumeada, Ourém, continua por controlar e mobilizava esta manhã um total de 587 bombeiros, 182 viaturas e seis meios aéreos, segundo os dados disponíveis no `site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), consultados pelo mediotejo.net às 10:30. Ainda em Ourém, o incêndio que deflagrou na tarde de sexta-feira na localidade de Cercal, foi dominado pelas 02:00 de hoje. Pelas 10:30 encontravam-se no local 95 operacionais, apoiados por 32 viaturas e um meio aéreo. Em Ourém estão concentrados este sábado cerca de 700 bombeiros, apoiados por mais de 200 viaturas e sete meios aéreos. A praia fluvial do Agroal foi hoje interditada ao público devido ao fumo que circula no ar e também como medida preventiva.

O presidente da Câmara de Ourém disse ao mediotejo.net que o incêndio que deflagrou na quinta-feira em Cumeada (Freixianda) está por dominar mas que a situação está “minimamente controlada”, com quatro frentes controladas na área concelhia e duas frentes ativas, já em Alvaiázere, Leiria. O incêndio, que lavra em área de mato, eucaliptos e pinheiros e levou hoje à interdição da praia fluvial do Agroal por medida preventiva, gerou preocupação em algumas aldeias e habitações mais próximas da área da fogo, que se conseguiram proteger, e até agora não há danos de maior a registar, à exceção de alguns anexos/barracões e vários bombeiros e civis a necessitarem de cuidados por inalação de fumo e por exaustão. O incêndio que deflagrou na sexta-feira em Cercal já foi dado como extinto, mantendo-se alguns bombeiros em ações de consolidação e prevenção, procurando evitar reacendimentos.

Luís Albuquerque disse ao mediotejo.net que a expectativa – “que já era à de ontem” – é que o incêndio seja hoje dominado, tendo dado conta, no entanto, do calor que se faz sentir e da previsão de aumento da intensidade do vento, fatores que podem dificultar os trabalhos dos operacionais. O autarca, que fez notar a presença de muito meios no terreno, apelou à calma das populações, e pediu para que se mantenham em casa e em estado de alerta.

ÁUDIO | LUÍS ALBUQUERQUE, PRESIDENTE CM OURÉM:

O dia de sábado vai ser ainda de muito trabalho em Freixianda, Ourém, com o de Cercal já em fase de conclusão. Foto: mediotejo.net

Sete incêndios rurais nos distritos de Santarém, Leiria, Bragança, Vila Real, Évora, Lisboa e Leiria estavam em curso às 09:00 de hoje, segundo dados da Proteção Civil, que apontam para outros 18 em fase de conclusão.

Quatro incêndios deflagraram hoje de manhã – a partir das oito da manhã – nos distritos de Vila Real, Évora, Lisboa e Leiria, segundo dados disponíveis no `site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), consultados pela Lusa às 09:00.

A situação estava a mobilizar 1.798 homens, 554 viaturas e 19 meios aéreos.

Incêndio em Cercal dado como extinto e o de Freixianda com quatro frentes controladas na manhã de sábado. Foto: mediotejo.net

Presidente da Câmara de Ourém diz que situação está “muito complicada”

Sexta-feira – 18:00 – “A situação está muito complicada ainda. As casas estão no meio da floresta e muito dispersas”, afirmou Luís Albuquerque na tarde de sexta-feira. À população, o presidente do Município de Ourém pede calma, garantindo que os meios estão no local para combater o incêndio e proteger pessoas e bens.

Adiantando que a preocupação é proteger casas, Luís Albuquerque disse à agência Lusa pelas 16:45 que, embora o vento agora esteja mais calmo, a sua intensidade, meia hora antes, “foi suficiente para fazer novas projeções”.

O alerta para incêndio, na localidade de Cumeada, na União de Freguesias da Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais, chegou às autoridades pelas 16:37 de quinta-feira.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 19:15 estavam no combate ao incêndio 595 operacionais, apoiados por 170 viaturas e seis meios aéreos.

O incêndio estendeu-se ao concelho de Alvaiázere, no distrito de Leiria.

Até às 17:00 foram registados 13 feridos ligeiros, dos quais 11 são agentes da proteção civil e dois civis. Trata-se de situações relacionadas com exaustão e inalação de fumos.

Às 17:53 deflagrou um outro incêndio no concelho de Ourém, freguesia de Cercal, em povoamento florestal. Às 19:15 as chamas estavam a ser combatidas por 90 bombeiros, apoiados por 22 viaturas e 3 meios aéreos.

Entretanto, a empresa concessionária do abastecimento de água ao concelho de Ourém, a Be Water, informou, através da rede social Facebook do Município de Ourém, que, “devido ao apoio no combate ao incêndio que se tem vindo a alargar no concelho de Ourém, poderão ocorrer perturbações no abastecimento de água na área da União de Freguesias da Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais”.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou hoje para nove os distritos de Portugal continental que estarão em alerta laranja no sábado, devido ao risco elevado de incêndio florestal.

Em conferência de imprensa na sede da ANEPC, em Carnaxide, o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, André Fernandes, explicou que aos seis distritos em alerta laranja, o segundo mais elevado, já hoje, juntam-se a partir das 00:00 de sábado mais três.

“Seis distritos encontram-se em alerta laranja – Vila Real Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Santarém – e a partir das 00:00 horas de amanhã, sábado, irão ser elevados os estados de alerta laranja para os distritos de Leiria, Coimbra e Aveiro e os restantes em alerta amarelo”, disse André Fernandes.

Na quinta-feira, o Governo decretou a situação de alerta devido ao “significativo aumento do risco de incêndio rural” a partir das 00:00 de hoje e até ao dia 15 de julho.

Já o Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou 16 distritos de Portugal continental sob aviso laranja no sábado, mantendo-se apenas Faro e Viana do Castelo sob aviso amarelo, devido à previsão de tempo quente.

c/LUSA

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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1 Comentário

  1. Em 2017, o Senhor Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa disse que não queria que se repetisse e até aa hiu que a demissão da Ministra do MAI tinha de ser feita.
    O Senhor Primeiro-ministro, António Costa corroborou.
    A questão que se coloca é esta.
    – é agora?
    – Onde está a tão propalada limpeza?
    Senhor Presidente da República diga alguma coisa e assuma que é desleixado.
    Os meus cumprimentos

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