Os dados oficiais do Santuário de Fátima para ao ano de 2017 dão conta que participaram em todas as celebrações 9,4 milhões de pessoas. Um aumento em quase o dobro ao comparar com o ano de 2016, que havia registado 5,2 milhões. No 40º Encontro de Hoteleiros na quinta-feira, 8 de fevereiro, o Reitor Carlos Cabecinha admitiu que este balanço “superou as nossas melhores expetativas”.
Em ano de centenário das aparições e visita do Papa Francisco, o Santuário de Fátima registou 9,4 milhões de participantes em todas as celebrações, 5 milhões de peregrinos participantes nas missas, 2,1 milhões de comungantes, 8.881 peregrinações organizadas, 7.110 peregrinações estrangeiras, 1.771 peregrinações portuguesas e 374.586 peregrinos estrangeiros de 109 países, onde o contingente asiático é cada vez mais significativo.
A última vez que Fátima teve tantos visitantes foi em 2007, onde os números se situaram nos 9 milhões, ano em que se inaugurou a Basílica da Santíssima Trindade. Nem a visita do Papa Bento XVI, em 2010, teve tanto impacto, tendo os números ficado pelos 7 milhões.
Em 2017 celebraram-se 10.549 missas e 3.777 outras celebrações. Os locais mais procurados foram a Capelinha das Aparições e o recinto de oração. Mas também a Casa dos Pastorinhos registou 1,2 milhões de visitas. No ano da canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, foram realizados 531 mil pedidos de oração, quando a média da última década era de 220 mil.
“Temos clara consciência que o ano de 2017 foi um ano absolutamente extraordinário e os números de visitantes e peregrinos neste ano foram únicos e possivelmente irrepetíveis”, referiu o Reitor do Santuário à agência Lusa. “Aquilo que pretendemos e que está nas nossas expectativas é que Fátima continue a ser um pólo de atração quer para os peregrinos portugueses quer para os peregrinos de todas as partes do mundo”.
Aos Hoteleiros reunidos na Casa de Nossa Senhora das Dores, o Reitor salientou que a participação “superou as nossas melhores expetativas. Porém, o que realmente importa é aquilo de que não é possível fazer um balanço: a vivência espiritual de tantos peregrinos, a intensidade da sua peregrinação, a marca duradoura que fica nas suas vidas”.
Carlos Cabecinhas admitiu ainda à Lusa que os números das celebrações do centenário das aparições foram recordes, mas garante que não se devem apenas à vinda do Papa Francisco a Fátima, nos dias 12 e 13 de maio de 2017.
“Se fosse o Papa a mobilizar toda esta gente para Fátima teríamos uma grande concentração de peregrinos em maio e não foi isso que aconteceu. Obviamente, a vinda do Papa foi relevante e determinante. Nunca sublinharemos o suficiente o quanto a visita do Papa Francisco a Fátima nesta ocasião foi significativa”, referiu o reitor.
“A grande celebração do centenário foi um momento de atração de peregrinos e muita gente veio a Fátima por esta ocasião porque queria fazê-lo, mas sem dúvida que o momento culminante foi a visita do papa”, adiantou.
c/LUSA
