Avelino Subtil foi autarca nos três diferentes órgãos. Foto: DR

Ao fim de quase 25 anos de vida autárquica em Ourém, onde passou pelos três diferentes órgãos – Câmara, Assembleia e Junta de Freguesia -, Avelino Subtil (PS) despediu-se na última sessão da Assembleia realizada no dia 22, com uma mensagem de balanço e de agradecimento.

Avelino Subtil coloca um ponto final no seu percurso de autarca que começou a 28 de fevereiro de 1997, data em que tomou posse como membro da Assembleia, completando o mandato 1994/1997. Foi Vereador nos mandatos de 1998/2001 e 2002/2005, Deputado Municipal e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo no mandato 2005/2009, Presidente da Assembleia de Freguesia de N.ª Sr.ª da Piedade de 2009 a 2017 e novamente Deputado Municipal no atual mandato.

Nasceu na freguesia da Sabacheira, concelho de Tomar, mas diz que desde muito novo descobriu Ourém, pois era nesta cidade que se realizava o grande mercado semanal que atraía os habitantes de uma larga faixa ao redor de Ourém.

Em janeiro de 1975 foi colocado como professor na Escola Secundária de Ourém, iniciando uma ligação mais profunda à comunidade de Ourém, primeiro em termos profissionais e depois através da intervenção no movimento associativo e na atividade política. “Fiz de Ourém a minha terra, a terra dos meus filhos e, por agora, de duas netas”, afirma, com orgulho.

Agora com 65 anos, o autarca diz que “teve o privilégio de servir os eleitores nos três órgãos do poder local, vivenciando de forma direta o papel de cada um deles na procura da melhoria da qualidade de vida das populações”.

Apesar da sua entrega e dedicação, reconhece com humildade que por vezes se arrependeu das decisões que assumiu, mas isso “faz parte do percurso de qualquer autarca”. “Duma coisa não tenho dúvidas: nunca me desviei de princípios éticos e cívicos no momento de decidir”, garante.

“Olhando para o que foi a minha experiência autárquica, destaco a possibilidade que me proporcionou de conhecer todo o Concelho e de me relacionar com um grande número dos seus habitantes, que primam por bem acolher os eleitos locais, independentemente da força política que representam. A outro nível, realço a experiência de cultura democrática que me foi possível vivenciar, que se traduziu no estabelecimento de relações de colaboração e de amizade sem condicionalismos de ideais políticos distintos”, refere o autarca na hora da despedida.

Terminou a sua intervenção fazendo votos “de que o concelho de Ourém possa continuar os ideais fortes e sentidos da minha e das gerações seguintes: acreditar que é possível viver melhor, com mais liberdade, mais qualidade de vida, mais desenvolvimento e mais sonhos! Porque é o sonho que comanda a vida!”

Mais à frente, o Presidente da Assembleia Municipal, João Moura (PSD-CDS) agradeceu as intervenções dos eleitos que se despedem destacando o exercício de funções autárquicos de Avelino Subtil, “cidadão que merece o respeito de toda a comunidade oureense, dedicado às causas e aos valores da comunidade”.

Destacou e disse testemunhar os seus princípios éticos, apesar das diferenças ideológicas e da forma de ver o concelho. João Moura agradeceu a Avelino Subtil “tudo quanto deu à comunidade” e realçou o facto de ter tido a humildade de reconhecer que errou em algumas das suas tomadas de oposição, “isso só é capaz de o fazer um homem de muita elevação e de grandes características”.

Também o Presidente da Câmara, Luís Albuquerque, antes do fim da sessão, enalteceu o papel de Avelino Subtil após os seus quase 25 anos como autarca.

Usaram da palavra ainda com mensagens de balanço, agradecimento e despedida, António Pereira, Presidente da Junta de Freguesia de Atouguia (PSD-CDS) e o Deputado municipal Martim José Rosado Borges de Freitas (PSD-CDS).

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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