A Escola de Hotelaria de Fátima (EHF), Fátima, concelho de Ourém, promoveu um Live Cooking & Beverege Service, uma prova aberta ao público que visou testar a técnica e criatividade dos alunos de 3º ano dos cursos de cozinha/pastelaria e restaurante/bar.
A escola que tem vindo a ganhar nome e prémios nos últimos anos continua sem problemas de atração de estudantes e, garantem os professores, ainda não são formados cozinheiros suficientes para as necessidades do mercado.
Numa semana de provas têm especial atratividade as do curso de cozinha/pastelaria, que segue o modelo do programa americano Masterchef: um ingrediente/proteína surpresa, 30 minutos para escolher os ingredientes necessários num mercado organizado para o efeito e cerca de duas horas para confeção de um prato principal e sobremesa.
Na sexta-feira, 24 de março, o mediotejo.net acompanhou a última prova, um jogo onde a criatividade, a técnica e a pressão ditam as regras dos melhores e preparam estes jovens estudantes entre os 15 e os 20 anos para as exigências do mercado de trabalho.

Questionado a respeito do estado atual da área cozinha e das saídas profissionais para o mercado de trabalho, o supervisor técnico dos cursos da EHF, José Vale, não teve dúvidas em afirmar que estas continuam em alta. “A empregabilidade é total”, afirmou, beneficiando do aumento do turismo, que se verifica por todo o país e não apenas em Fátima.
“Nota-se que o turismo em Portugal também está em alta”, referiu, com uma constante abertura de hotéis. Esta situação leva a que haja “muito procura” de profissionais, verificando-se “claramente falta de mão de obra nesta área”. “As escolas não conseguem dar resposta” à procura de cozinheiros, constatou.
A EHF tem desde há alguns anos um projeto para a construção de uma nova escola, feita de raiz para ensinar os diferentes ramos da hotelaria (a atual funciona num antigo edifício religioso), mas para já ainda não há novidades quanto à mesma. O terreno de cerca de 60 mil metros quadrados encontra-se identificado, nas proximidades da auto-estrada (no caminho para a localidade de Moita do Martinho), e em 2014 estava orçado em cerca de nove milhões de euros.
O objetivo na época era que parte do mesmo estivesse concluído em 2017, por alturas do centenário das chamadas aparições de Fátima, mas a obra, que sofreu um parecer negativo da Ordem dos Arquitetos numa fase inicial, nunca chegou a avançar.
Segundo o diretor pedagógico da EHF, Renato Guiomar, ainda não há data marcada para o lançamento da primeira pedra, mas não excluiu a perspetiva de que tal possa decorrer durante este ano de centenário.
