Festival Vapor leva Mão Morta, Sarah Mackoy, Memória de Peixe e Selma Uamusse ao Entroncamento- Foto: DR

A série de concertos “Viva la Muerte!”, dos Mão Morta, regressa em força e com Ourém na rota. O concerto previsto para 23 de novembro, em Ourém, foi remarcado para 1 de fevereiro e já tem lotação esgotada. Os bilhetes podiam ser adquiridos AQUI. Os concertos foram anunciados como momentos “de comemoração e de alerta” sobre “o ar dos tempos”.

Num ano de grandes comemorações dos 50 anos do 25 de abril, também os Mão Morta comemoram os 40 anos da sua fundação, em novembro de 1984. Dois acontecimentos que aparentemente nada têm em comum, mas sem a liberdade e democracia do 25 de abril, provavelmente os Mão Morta nunca teriam existido.

“Numa época em que o perigo do regresso do fascismo se torna palpável, os Mão Morta não podiam deixar de se manifestar e de denunciar o ar dos tempos”, indica o grupo.

Assim, o concerto no Theatro Circo, em Braga, aconteceu a 18 de janeiro de 2025, o do Teatro das Figuras, em Faro, a 25 de janeiro, e a 1 de fevereiro atuarão no Teatro Municipal de Ourém.

Em 26 de fevereiro de 2025, os Mão Morta subirão ao palco da Culturgest, em Lisboa, em 1 de março no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e dia 07, no Teatro Aveirense, em Aveiro.

Os concertos foram anunciados como momentos “de comemoração e de alerta” sobre “o ar dos tempos”.

Em nota de imprensa divulgada na altura, a banda portuguesa explicou que “Viva la Muerte!” pretende assinalar os 40 anos de carreira e os 50 da revolução de Abril de 1974 e que aos concertos se juntarão conferências “com politólogos, filósofos e historiadores, relacionadas com as temáticas do espetáculo”.

“Numa época em que o perigo do regresso do fascismo se torna palpável, os Mão Morta não podiam deixar de se manifestar e de denunciar o ar dos tempos”, referia o grupo.

De acordo com a informação divulgada em abril, o espetáculo contará com temas novos inspirados em autores como José Mário Branco, Adriano Correia de Oliveira, José Afonso ou José Carlos Ary dos Santos, “que viveram o fascismo salazarista e encontraram nessa opressão e censura a motivação para criar arte”.

Com letras de Adolfo Luxúria Canibal e música de Miguel Pedro e António Rafael, “Viva la Muerte!” também abordará as “temáticas do fascismo contemporâneo”, como “o ultranacionalismo bélico, as teorias racistas da ‘grande substituição’, a globalização das teorias conspiracionistas, o ódio ao conhecimento científico e às instituições do saber ou o apelo ao pensamento único, de vocação totalitária”.

As conferências, que serão moderadas pelos músicos, contarão com a participação dos investigadores e doutorados, das áreas de História e Política, Carlos Martins, Manuel Loff, Sílvia Correia e Luís Trindade.

c/LUSA

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