Aumentou de 25 para 49 o número de refugiados ucranianos que o Município de Ourém vai acolher, revelou o presidente da Câmara Municipal de Ourém à margem da reunião do executivo, no dia 7 de março. Luís Albuquerque lembrou que a comunidade ucraniana no concelho “deverá ser das maiores do país em termos percentuais”.
Estão registados em Ourém cerca de 460 ucranianos, com a perspetiva de aumento com a chegada dos refugiados que fogem da guerra no seu país. Acolhimento, acompanhamento e integração são as três fases previstas pelos serviços sociais da autarquia para receber os refugiados.
Já esta semana serão integradas quatro famílias em dois apartamentos de emergência do Município. Uma família será acolhida por um particular e outra será alojada num apartamento cedido pela Fundação São João de Deus, em Fátima. O próprio Santuário disponibilizou 20 camas.
Os números estão a ser atualizados “a todo o momento”, relativamente ao número de famílias que se encontram ainda em viagem, mas que irão chegar ao concelho nos próximos dias.
As sinalizações dessas pessoas foram feitas por elementos da comunidade ucraniana a residir no concelho de Ourém há vários anos, e que solicitaram apoio para acolher familiares e amigos.
A autarquia ressalva que o número de refugiados a acolher dependerá do número de alojamentos disponíveis e do desenrolar da situação referente aos familiares e amigos dos cidadãos já integrados na comunidade.
Tendo em conta o número crescente de pedidos e o provável aumento de refugiados a chegar ao concelho, o Município definiu uma metodologia de trabalho de modo a facilitar o acolhimento e a integração de uma forma organizada e harmoniosa, frisou o autarca.
Na fase do acolhimento, que inclui alojamento e diagnóstico das necessidades primárias, está prevista a criação de uma Bolsa Municipal de Alojamento através de um apelo a toda a população para que disponibilize habitações para alojamento temporário de refugiados.
Está garantida a articulação com diversas instituições para disponibilização de alojamento temporário, bem como a colaboração e acompanhamento por parte dos técnicos da Intervenção Social do Município que serão os gestores de cada situação, com particulares e instituições que disponibilizam alojamento.
Na fase do acompanhamento, há aspetos burocráticos a tratar como seja a articulação com os Centros Nacionais de Apoio aos Migrantes e com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
A alimentação e outras necessidades estão garantidas em articulação com o Instituto da Segurança Social.
O Centro de Saúde vai avaliar o estado de saúde dos refugiados e, no que respeita à educação, os serviços da autarquia vai procurar integrar as crianças nos estabelecimentos de ensino do concelho.
A terceira e última fase é a da integração em que se prevê a criação de uma Bolsa de Emprego por parte do Espaço Empresa e a integração em turmas de Português para Estrangeiros.
