No ano em que se assinalam os 50 anos das primeiras eleições autárquicas em democracia, o município de Ourém preparou um programa para celebrar o 25 de Abril, evocando os valores da liberdade, da participação cívica e do poder local.
As comemorações iniciam-se na sexta-feira, dia 24 de abril, com atividades de caráter pedagógico, nomeadamente a oficina “Descobrir Abril”, que terá lugar na Casa do Administrador – Museu Municipal de Ourém, com sessões às 10h30 e 14h30, dirigidas à comunidade sénior e centradas na contextualização histórica da Revolução dos Cravos.
À noite, a partir das 22h30, decorre o concerto “Sons da Liberdade”, junto ao antigo edifício dos Paços do Concelho, com a participação de Marenostrum e da Orquestra de Sopros de Ourém. O momento inclui ainda intervenções às 23h45, a interpretação de “Grândola, Vila Morena” às 23h55 e, à meia-noite, do Hino Nacional, assinalando simbolicamente a chegada do Dia da Liberdade.
No dia 25 de abril, o programa arranca às 9h00 com a meia maratona em estafetas, uma iniciativa que liga as freguesias do concelho e celebra os valores de Abril através do desporto e da união comunitária. Pelas 10h00 têm lugar as cerimónias oficiais, junto aos Paços do Concelho, com a participação da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ourém e da Banda da Sociedade Filarmónica Ouriense, incluindo o hastear das bandeiras e a interpretação do Hino Nacional.
Às 11h00, junto ao antigo edifício dos Paços do Concelho, decorre a chegada das estafetas, acompanhada por uma cerimónia de entrega de lembranças. As celebrações prosseguem à noite, às 21h30, no Teatro Municipal de Ourém, com o espetáculo “Enquanto Há Força”, uma recriação do álbum de José Afonso, evocando a resistência e a esperança associadas à luta pela liberdade.
Paralelamente, entre 24 e 30 de abril, a Biblioteca Municipal de Ourém acolhe a exposição “Mulheres e Resistência – Novas Cartas Portuguesas e outras lutas”, que destaca o papel das mulheres na luta pela liberdade e pelos direitos, desde as décadas anteriores até ao período pós-revolucionário, sublinhando a importância da memória histórica na construção de uma sociedade mais justa e participativa.

