A única instituição bancária que subsistia em Vilar do Prazeres, a Caixa de Crédito Agrícola, vai sair da localidade. Os clientes receberam cartas a avisar do encerramento do balcão e pediram satisfações ao presidente da junta de Nossa Senhora das Misericórdias, Luís Oliveira, durante um encontro do município com a população na tarde de 24 de junho, sexta-feira, no Caneiro. O autarca referiu que apenas soube da situação com a decisão de encerramento tomada.
O encontro com a população da freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias juntou perto de uma centena de populares na Associação Recreativa e Cultural do Caneiro. Entre as várias queixas sobre o abandono da indústria do móvel e da vila de Vilar dos Prazeres, um morador interpelou o presidente da junta, pedindo satisfações pelo encerramento da Caixa de Crédito Agrícola. Questionava porque a autarquia nunca ali havia aberto uma conta e, deste modo, lutado para que o balcão permanecesse aberto.

Luís Oliveira, que dirige a autarquia desde 2013, reconheceu que realmente a junta nunca teve contas neste Banco, mas que falou com os responsáveis do Balcão e pediu-lhes que mantivessem o espaço aberto mais algum tempo. Tinham ficado de lhe dar resposta.
Os clientes afirmaram no entanto já ter recebido cartas a avisar do encerramento, conforme foi exposto pelo morador. “Já houve aqui 2 mil postos de trabalho, hoje só há 500, mas mesmo assim (…) era o único bem que tínhamos”, frisou. “Faço um apelo ao presidente da Câmara Municipal (…) a gente precisa de emprego”.
No mesmo encontro, o presidente da Câmara, Paulo Fonseca, anunciou que em conjunto com a ACISO – Associação Empresarial Ourém Fátima e a junta de Nossa Senhora das Misericóridas, se criou uma comissão, que vai contar com o apoio do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, para fazer um estudo aprofundado sobre a zona industrial de Vilar dos Prazeres. O objetivo é pensar soluções para os múltiplos pavilhões vazios e sem atividade que hoje aí existem, entre outras alternativa para a indústria do móvel da localidade.
Para além de Vilar dos Prazeres mencionou-se também a falta de limpeza de bermas e valetas, mudanças de toponímia, recuperação das calçadas históricas da vila medieval, assim como casos particulares de vários moradores.
