Um particular, António Catarino Pereira, doou esta segunda-feira, 5 de fevereiro, dois terrenos em Fátima, de que era proprietário, à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fátima e à junta de freguesia de Fátima. Natural de Lombo d’Égua, atualmente um bairro da cidade religiosa, filho de comerciantes locais, António Catarino Pereira quis devolver à sua terra natal o bem que esta lhe proporcionou.
Os Bombeiros de Fátima receberam um terreno de 1250m2 junto à Rodoviária de Fátima (conhecido por Pinhal da Rodoviária) e a junta de freguesia um terreno de 9 mil m2 em Lagoinha Seca, nos limites da cidade, junto à estrada da Alvega. Ambos os terrenos foram designados como prédios rústicos, tendo a escritura de doação decorrido no quartel dos Bombeiros de Fátima na presença dos representantes de ambas as instituições.

Engenheiro civil, 86 anos, António Catarino Pereira formou-se no Porto e vive desde então em Lisboa, tendo lembrado no decorrer da escritura de doação que os primeiros projetos que fez na sua carreira foram de Fátima e procurou ajudar sempre à celeridade da sua execução. “A gente quando nasce fica agarrado à terra onde nasceu”, recordou, sendo este ato uma forma de “devolver” o que recebeu. “O mundo dá uma volta, estou a fechar o círculo”, refletiu.
A doação do terreno junto à Rodoviária aos Bombeiros foi “uma consideração pelo período terrível do ano passado, dos incêndios”, afirmou. Já o terreno que entregou à junta foi doado com o intuito de que possa ser destinado a um projeto de ensino. António Catarino Pereira vai ainda entregar um cheque à autarquia, cujo valor não foi divulgado, para apoiar pessoas carenciadas.

Questionado sobre se o terreno agora doado pode resolver o impasse no que toca à localização do novo quartel dos Bombeiros de Fátima, o presidente da Associação, Alberto Caveiro, esclareceu ao mediotejo.net que este não possui a dimensão necessária para o empreendimento. Também não avançou que outra utilização poderá ser dada ao espaço.
No que toca ao terreno em Lagoinha Seca, o presidente da junta de Fátima, Humberto Silva, adiantou à comunicação social que a perspetiva é que o terreno possa facilitar, por venda ou permuta, a construção do futuro Centro Cultural de Fátima.
