Capela de São Sebastião, em Atouguia, vai ser requalificada pela Câmara de Ourém. Foto: mediotejo.net

Os 632 anos do acampamento de D.Nuno Álvares Pereira e do Rei D.João I em São Sebastião, freguesia de Atouguia, Ourém, três dias antes da Batalha de Aljubarrota, foram lembrados por algumas dezenas de populares que se dirigiram até às ruínas da capela remanescente na sexta-feira, 11 de agosto. O momento contou com música e convívio, iluminando-se a noite com as luzes dos telemóveis após o pôr-do-sol.

A iniciativa, privada, partiu do entusiasta José Alves, que fez a convocatória via redes sociais, através da sua página Ourémcanal. Às ruínas da capela de São Sebastião compareceram cerca de três dezenas de pessoas para recordar o episódio ocorrido em 1385. “É tempo dos emigrantes”, constatou José Alves, razão para que “também possam conhecer as suas raízes”.

Lembrou assim que foi também numa sexta-feira que as tropas a caminho de Aljubarrota acamparam por ali, depois de uma passagem por Seiça onde D.Nuno, o Santo Condestável, rezou na ermida local pela vitória na batalha. Com música e uma pequena exposição, homenageou-se assim a História de Portugal e de Ourém. Ao cair da noite, de telemóvel, lanterna ou um velho candeeiro a petróleo, iluminou-se a noite.

No local foi colocado um quadro de Marina Mourão, artista brasileira residente no concelho de Ourém. Uma oportunidade de mostrar o seu trabalho, que utiliza com frequência os temas medievais. Neste caso uma colagem retratando a história de Tristão e Isolda, numa releitura de uma obra de John William, “Waterhouse”.

“Tinha uma tela do Castelo de Ourém, mas era demasiado grande para trazer”, admitiu, referindo que tem acompanhado as iniciativas de José Alves sempre que este a convida. Tem programadas exposições no Dubai e Hong Kong, tendo já exposto no Porto, Suiça e França.

A música foi do luso-descendente Dan Inger.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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1 Comentário

  1. Sim Cláudia! Para mim é sempre um prazer mostrar meus trabalhos artísticos em lugares emblemáticos de Portugal.
    Uma pequena correção, o trabalho artístico em questão é uma Releitura da obra do famoso artista John William “Waterhouse”
    Obrigado por compartilhar Arte no MedioTejo.net!

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