A Assembleia Municipal de Ourém (AMO) aprovou um Voto de Louvor dirigido a todas as entidades e cidadãos que, nos dias seguintes à tempestade Kristin, demonstraram “uma capacidade excecional de resposta, coordenação, resiliência e solidariedade, honrando o nosso concelho”. O documento foi aprovado por unanimidade.
O documento, apresentado por João Moura, presidente da AMO, recorda que “a tempestade que na madrugada do dia 28 de janeiro assolou toda a região centro, e particularmente o concelho de Ourém, deixou marcas profundas no território e nas pessoas”.
O impacto foi sentido tanto a nível material, com danos em habitações, infraestruturas, explorações agrícolas, empresas e equipamentos públicos, como emocional, com “momentos de medo, incerteza e angústia que dificilmente serão esquecidos”.
Apesar da dimensão do desafio, o voto sublinha que se assistiu “a uma resposta imediata, organizada e determinada”, destacando particularmente “a capacidade operacional do Serviço Municipal de Proteção Civil de Ourém, liderado pelo senhor Presidente da Câmara Municipal, Luís Miguel Albuquerque, cuja atuação se revelou absolutamente determinante”.
A Proteção Civil coordenou “meios humanos e técnicos, articulando bombeiros, forças de segurança, serviços municipais, juntas de freguesia e entidades externas”, garantindo que a resposta no terreno fosse “estruturada, segura e eficaz”.

A AMO reconhece o papel de várias entidades, destacando “o Executivo Municipal, na pessoa do Presidente da Câmara e dos Vereadores, pela liderança próxima e mobilização dos meios necessários; o empenho das Juntas de Freguesia, pela proximidade às populações; a coragem dos Bombeiros Voluntários e de corpos de outros pontos do país; e a colaboração das Forças Armadas e forças de segurança, decisiva em momentos críticos”.
O voto destaca ainda “o trabalho incansável de todos os trabalhadores municipais que têm estado envolvidos na reposição da normalidade e no apoio a todas as pessoas afetadas por esta tempestade e das equipas técnicas e operacionais que têm estado no terreno a repor as principais infraestruturas danificadas (eletricidade, água e telecomunicações)”, bem como “a solidariedade de todas as autarquias e das empresas que disponibilizaram materiais de construção, bens alimentares, equipamentos e maquinaria” e “o apoio institucional do Senhor Presidente da República e de todos os membros do Governo”.
Além disso, reconhece o papel dos voluntários e da população local. “As centenas de voluntários vindos de todo o país, ao demonstrarem que, nestas alturas, a solidariedade não conhece fronteiras (…). A resiliência das nossas gentes, a entreajuda entre vizinhos, a coragem silenciosa de quem, mesmo perante prejuízos significativos, escolheu reconstruir e apoiar o próximo”.
O Voto de Louvor é descrito como “uma expressão formal de reconhecimento institucional, mas também um agradecimento sentido a toda a comunidade”. A Mesa da AMO propôs ainda que o documento seja dado “conhecimento formal do mesmo a todas as entidades envolvidas”.
