Japoneses e brasileiros competem no Médio Tejo pela produção do melhor vídeo de Turismo. Foto: DR

Três atrações turísticas destruídas durante a guerra da Ucrânia vão ser recordadas em todas as sessões do 15.º ART&TUR, que se realiza de 25 a 28 de outubro em Ourém, anunciou o diretor do Festival Internacional de Cinema de Turismo, na apresentação do certame. São três breves filmes que vão lembrar locais em Sviatohirsk Slava, Kharkiv e nos Cárpatos, “atrações turísticas de primeira grandeza da Ucrânia que agora já não existem”, explicou Francisco Dias.

“Com as guerras, o número de atrações turísticas diminui. Nós escolhemos três atrações turísticas de primeira grandeza da Ucrânia que agora já não existem. E, em 12 segundos, vamos mostrar esses ex-líbris ucranianos que já não o são – mas que existiam”, acrescentou o diretor do festival.

“Este é um festival de cinema de turismo que não é um festival neutro. Estas atrações já não dão para visitar, mas a intenção é para fazer pensar. Não é um festival neutro, mas cada um interpretará da melhor maneira. É uma mensagem de paz. São 12 segundos, mostrando uma atração não destruída, como era, com uma informação: ‘Este ex-líbris do turismo já não existe. Lutemos pela paz’”.

O festival, que se realiza entre os dias 25 e 28 de outubro, foi apresentado no Teatro Municipal de Ourém e é considerado pelo responsável do turismo do Centro, Pedro Machado, como “mais uma chancela para podermos renovar a confiança do mercado interno e, muito em particular, dos mercados internacionais”.

Considerando que o turismo nacional vive “tempos particulares”, o presidente do Turismo Centro de Portugal identifica como uma das prioridades a “retoma da confiança dos consumidores”.

Festival ART&TUR vai lembrar em Ourém atrações turísticas destruídas na Ucrânia. Foto: Slideshow Lda.

É que depois de dois anos de pandemia que “ameaçaram fortemente uma das premissas essenciais [para os turistas], a saúde, em 2020 e 2021”, veio a guerra na Ucrânia:

“Quando tudo fazia crer que íamos perspetivar um ano franco de crescimento e consolidação, temos a outra grande ameaça para quem viaja, a da segurança. Para quem viaja, saúde e segurança é de facto uma mistura explosiva quando não estão garantidas à partida”.

ART&TUR, “um evento internacional e descentralizado”, é assim lenitivo após três anos difíceis para o turismo nacional.

Para Pedro Machado o festival “inspira esta confiança, quer do mercado interno, quer em particular dos mercados externos – e como eles são importantes, aqui para Ourém, e para um dos nossos produtos ‘premium’ que temos neste concelho, que é o turismo religioso”, em Fátima.

“Está muito alavancado no conjunto dos mercados emissores, sobretudo no ‘long haul’ [longa distância], responsáveis por garantir fluxo turístico ao longo de todo o ano”, destacou.

Para esta 15.ª edição, o diretor do ART&TUR prometeu “talvez o melhor em qualidade”, porque “vai surpreender em termos de conteúdo”.

“Embora sendo um evento de nicho, é um evento que perpassa no seu nicho o mundo inteiro. Numa época em que a realidade não é real – a realeza é que é real -, é um evento que chega às pessoas certas, às entidades certas: promotores de turismo, entidades regionais de turismo, cidades, países, produtores independentes e produtores de televisão. Fazendo um festival de qualidade, estamos a contribuir para a melhoria da qualidade da promoção audiovisual do turismo”, considerou Francisco Dias.

Luís Albuquerque, presidente do município de Ourém. Foto: Slideshow Lda.

À edição deste ano concorreram 281 filmes a concurso, oriundos de Portugal e de outros 31 países. Desses, 87 serão exibidos em Ourém em 13 sessões ao longo de três dias.

Em paralelo à competição, decorrem concursos para ‘bloggers’ e para produtores internacionais, que vão realizar filmes originais sobre a região do Médio Tejo.

O programa AQUI contempla a exibição dos filmes selecionados e ainda um conjunto de palestras com peritos nacionais e estrangeiros da área, momentos de degustação, provas comparativas e visitas de promoção.

Em Ourém foram ainda anunciados os locais que vão receber as próximas edições de ART&TUR nos próximos três anos: Lousã (2023), Caldas da Rainha (2024) e Fundão (2025).

Três atrações turísticas destruídas durante a guerra da Ucrânia vão ser recordadas em todas as sessões do 15.º ART&TUR. Foto: Slideshow Lda.

Japoneses e brasileiros competem no Médio Tejo pela produção do melhor vídeo de Turismo

O desafio colocado pela organização do Festival Internacional de Cinema de Turismo – ART&TUR Ourém 2022 que decorre entre 25 e 28 de outubro no Teatro Municipal de Ourém, às equipas de produção estrangeiras é muito claro: produzir bons filme de turismo focados na região do Médio Tejo, em escassos sete dias, para serem estreados perante o júri internacional do Festival, no dia 27 de outubro.

A cada equipa são concedidas as condições logísticas mínimas (automóvel, assistente de produção, refeições e alojamento, e apoio logístico na obtenção de licenças de filmagem); não há honorários. Em contrapartida cada equipa dispõe de liberdade criativa plena para mostrar o seu valor e, quiçá, subir ao degrau mais alto do pódio.

O ART&FACTORY, que já tem uma história de 5 anos, tem duas equipas a concorrer para melhor filme de turismo no Médio Tejo e está a mobilizar a equipa do Japão, que não se conforma enquanto não destronar do pódio a equipa brasileira liderada por Marco Calábria e Bruno Calanca Nishito, da Eureka Films.

O professor Tsuyoshi Kigawa, da Universidade de Wakayama, está inconformado com o crónico 2º lugar neste “duelo intercontinental em território luso”, tendo criado uma campanha de angariação de fundos (crowdfunding) de apoio à equipa japonesa, tentando assim reverter o resultado a seu favor. Os resultados serão conhecidos em Ourém.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply