O dia 1 de maio celebrou o dia do trabalhador, mas marca também o início da operação dos GIPS da GNR no terreno. Chamados a intervir em dois fogos no Sardoal, não tinham nem o respetivo helicóptero nem sequer um veículo todo-o-terreno para se deslocarem para o local.
Os Deputados do PSD alertaram em devido tempo para o atraso na preparação da época de combate a incêndios de 2018, aliás tal como fizeram em relação a 2017 depois de várias queixas de comandantes de bombeiros e autarcas. O atraso no planeamento operacional dos meios e a tardia aprovação da Diretiva Operacional, fundamental para que todas as entidades, públicas e privadas, cumpram as suas responsabilidades, colocou em causa todo o processo.
Há algumas semanas eu próprio questionei o Ministro da Administração Interna sobre a preparação do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR, o seu equipamento e respetiva formação.
Como diz o povo, “gato escaldado de água fria tem medo” pois já em 2017 o Governo tinha prometido colocar mais militares no terreno. No entanto, no início do verão passado muitos dos militares formados saíram das Forças Armadas antes da época de fogos e a verdade é que chegou ao final a época de incêndios e os equipamentos de proteção individual nunca foram entregues.
O que se passou no Sardoal no dia 1 de maio talvez sirva para alertar o Governo e António Costa que o perigo existe e que não tolera incompetência. Ontem mesmo enviei uma Pergunta Parlamentar ao Ministro da Administração Interna a pressionar para que este assunto se resolva.
Quando no primeiro dia do dispositivo em que os GIPS da GNR estão em funções são chamados a intervir e não o podem fazer porque a equipa helitransportada não tem ainda o respetivo helicóptero e equipa terrestre não tinha um veículo disponível para se deslocar, só podemos ficar incrédulos, preocupados e revoltados.
Os alertas feitos pelos Deputados do PSD tinham toda a pertinência e infelizmente a realidade veio a dar-nos razão. Temos uma equipa de 18 elementos colocados no Sardoal para a primeira intervenção, mas não possuem o equipamento necessário para desempenharem as suas funções. É ridículo.
