Como fica cada vez mais claro, com o actual governo vale a pena protestar, vale a pena organizar manifestações, vale a pena fazer birras, vale a pena fazer chantagem porque o governo cede, cede sempre.
António Costa demonstra que não governa com convicção nem com sentido de Estado, mas apenas com uma agenda de curto prazo onde visa apenas resolver os problemas imediatos mesmo que isso agrave ainda mais a situação futura d fazer as vontades aos seus “raptores” BE e PCP. Este é um péssimo sinal, é uma estratégia que começa a expor contradições e a complicar a vida aos portugueses.
No fundo, este é um Governo que faz os “fatos à medida” dos protestos. Depois dos taxistas e dos estivadores, o governo foi contestado pelo autarca do Porto e de imediato lhe propôs um “fraque de 20 milhões” para o contentar. Como o Presidente da CCDR, escolhido por concurso público, não quer violar a estratégia para o Norte por causa de um “frete” do governo, admiti rapidamente que seria demitido por “cumprir o seu dever”.
Horas depois, ainda ontem, ficámos a saber que o PSD chamou o Ministro da tutela, bem como o Presidente da CCDR Norte ao Parlamento e que de imediato o Ministro Pedro Marques exonerou Emidio Gomes, Presidente da CcDR Norte. O que teme o governo? Evitar o escrutínio? Veremos se as bancadas da esquerda aprovam esta vinda do agora demitido Presidente da CCDR Norte, um respeitadíssimo Professor da Universidade do Porto que tem todos autarcas da região, independentemente dos seus partidos, a apoiar a sua decisão.
A gestão dos fundos europeus por parte do atual governo tem sido um desastre, senão vejamos: têm os pagamentos do QREN às empresas atrasados, quando já estão decididos há meses e os investimentos feitos pelos empresários; se já era mau o suficiente, decidiram a tentar reprogramar as prioridades do PT2020 o que tem provocado inevitáveis atrasos que são apenas da responsabilidade do actual governo.
Ora, se há seis meses atrás era aceitável que fossem assacadas responsabilidades ao governo anterior, é hoje claro que isso não passou de uma estratégia para ganhar tempo e descredibilizar os antecessores. Mas, tal como o azeite, a verdade vem sempre ao de cima e mais uma vez se prova que o Partido Socialista, Bloco e PCP estão a atrasar o país, a fazê-lo regredir e a tornar mais difícil a vida aos cidadãos e às empresas.
Mas há outros dois grandes falhanços que podem já ser assacados à coligação de esquerda que nos governa: a estagnação do investimento e a destruição de emprego.
Se a principal crítica feita ao PSD-CDS era a escassez de investimento, apesar de continuamente ter aumentado ao longo dos últimos quatro anos, é embaraçoso ver que o investimento em Portugal regrediu nos últimos meses, apenas e só porque o governo assustou os investidores, reverteu decisões que atraíram investimento e retiraram confiança externa ao investimento.
Quanto ao emprego é, em parte, uma consequência da anterior mas também uma opção de política de apoio à criação de emprego. Ao longo dos últimos dois anos a criação de emprego aumentou todos os trimestres mas voltou a cair nestes últimos trimestres.
É um falhanço total do governo e da coligação que o apoia. Os únicos responsáveis por voltarem a colocar o país numa situação de dificuldade são o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda e o PCP. Não o esqueceremos nem o deixaremos de recordar.
