No dia 20 setembro, às 18:30, no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, foi inaugurada a 3º edição do concurso da Bienal de pintura “o Mestre de Sardoal”, na presença de presidentes de Câmara, altas patentes militares, políticos e também artistas.

O lugar é cheio de luz e adapta-se bem a um tipo de exposição como esta. As obras foram bem colocadas, o conjunto era muito agradável e tudo estava bem arrumado. O local e os presentes estavam prontos para a comunicação e curiosos em saber quem eram os escolhidos. O Sr. Presidente da Câmara, Miguel Borges, com o seu vigor e simpatia, apresentou o concurso e passou depois a palavra ao único membro presente do Júri que, com poucas palavras, começou por explicar o porquê da escolha dos três premiados no lugar dos outros participantes e tentou, com pouco sucesso, aclarar o que são estes “novos caminhos”.

Este concurso foi instaurado para a defesa de um certo tipo de expressão artística, em honra ao Mestre de Sardoal, e, apesar de aceitar tendências mais próximas do nosso tempo, a ideia básica era ter um concurso de desenho e pintura de arte realista e dar dignidade a quem trabalha afincadamente para encontrar o justo contraste, a bela pincelada, a criação com base em técnicas adquiridas com tempo e suor, como as edições anteriores bem evidenciaram. Mas, das palavras do receoso representante do Júri, ninguém percebeu quais eram os princípios, directrizes ou ideias destes “novos caminhos”.

Mas, pouco tempo depois, os que assistiam tiveram o privilégio de “tocar com mão”, entender e afinal serem confrontados com o que são estes “novos caminhos”. E aqui talvez eu seja um pouco tendencioso, visto ser eu um artista “não abstracto/conceitual/contemporâneo”, como alguns gostam de ser chamados, e sim, discordo da escolha.

O primeiro prémio esclareceu paulatinamente o que passa na cabeça de alguns e isto é de chocar, criar um OOOOOH!, espantar os presentes e chamá-los de pouco instruídos e sem cultura artística, mas o pior é que assim sendo este concurso já não tem a sua identidade e está a nível de muitos outros e de tantas exposições de “arte Contemporânea”.

Não posso explicar em palavras o que representa a obra do vencedor do concurso, que não conheço e nada tenho contra ele, mas peço, por favor, que vão ao belo Centro Cultural de Sardoal e vejam pessoalmente. Sei que alguns poderão achar engraçada a ideia, mas estou também certo que a maioria irá avaliar correctamente as minhas palavras (como a maioria dos presentes exteriorizou) e poderão ver as outras obras que têm um valor artístico e visual muito interessante.

 

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

Entre na conversa

2 Comments

  1. Este senhor “colunista” de “artista” tem muito pouco. De maldizente a ressabiado, tudo…
    Basta lerem as suas colunas nos mediotejo.net, anteriores para se aperceberem do ser humano que é.

    Muito obrigado pela oportunidade.
    C.Vicente

    1. meu caro Carlos Vicente, nao es artista, nao es colunista nem es niguem se nao um funcionario da camara que se pensa alguem, e muito longe de um ser um “ser”humano.
      nao gostas de criticas, isto já sabemos..mas por favor vai ver os comentarios no artigo da Paula Morato e depois pensa na imagem que tens e de como foram ridiculos a premiar aqueles quadritos
      nao ouviste o espanto no momento da “premiaçao” da parte dos outros artistas
      tenho pena que estargaste um bom concurso..mas ..enfim…
      pensa no que diz , porque fazer, nao fazes nada
      abraço

Deixe um comentário

Leave a Reply