Mais um crime que chocou a humanidade. Em Orlando, Estados Unidos da América, um homem matou 50 pessoas e feriu 53, naquele que já é considerado o maior massacre feito por um homem só nos EUA.
Há vários indicadores da ligação deste homem ao Estado Islâmico, mas este ataque tinha como objetivo atingir homossexuais e lésbicas. Tratou-se de um crime de ódio. Ódio baseado na orientação sexual das pessoas atingidas. Tem nome: chama-se homofobia e mata.
Muitas vezes somos levados a menorizar certo tipo de atitudes, certas discriminações… Dizem-nos, muitas vezes com uma frequência que preocupa: “as pessoas não compreendem”, “as pessoas não estão preparadas”, “os sentimentos de cada um ou cada uma devem ficar para si”. E depois, de repente, vemos o horror, a morte, só porque “alguém que não compreende” vai até onde só o ódio permite ir.
Este crime não pode passar impune, assim como todas as ideias, erradas e preconceituosas, que estão na sua base e todos os dias alimentam uma cadeia de ódio que faz com que homossexuais e lésbicas sejam discriminados, humilhados e maltratados.
Juntou-se, neste caso, outro motivo: a facilidade de acesso às armas que existe nos Estados Unidos da América. Todas as tentativas de vários sectores da sociedade americana para travarem o acesso legal às armas têm sido infrutíferas face ao todo poderoso lobby do armamento. Este país, tão sofrido com os mais variados ataques internos em escolas, centros comerciais, discotecas, é incapaz de proibir a venda legal de armas.
O ódio, ou melhor, os ódios, com uma arma sempre disponível, só podem resultar em desgraça. O povo de Orlando está de luto, o Mundo está de luto. O respeito, a liberdade e a igualdade são as nossas armas. E só elas podem vencer o ódio.

