Orçamento da Golegã para 2023 cresce 13% para 10,7 milhões de euros. Foto: DR

A Câmara da Golegã aprovou na quarta-feira o orçamento para 2023, no valor de perto de 10,7 milhões de euros, mais 1,2 milhões (13%) do que o deste ano, um crescimento explicado pelos investimentos previstos.

Segundo informação dada à Lusa pelo município liderado por António Camilo, as propostas de orçamento e Grandes Opções do Plano para 2023 foram aprovadas com três votos favoráveis da maioria do movimento 2021 É o Ano e duas abstenções da oposição socialista.

A Educação é a área das Grandes Opções do Plano com maior dotação, 25% (1.132.240 euros), sendo a rubrica do pessoal, com 3,8 milhões de euros, a que detém maior peso nas despesas correntes (35,52%).

Além da reabilitação do parque escolar, o município da Golegã prevê investir no reapetrechamento das escolas, nomeadamente com a aquisição de quadros interativos, nos transportes escolares, na construção de uma creche e na criação de um curso profissional de gestão equina, entre outras ações.

Como projetos mais significativos são sinalizadas ações de conservação e reabilitação de espaços e serviços municipais (432.895 euros), como a reabilitação da cobertura e a melhoria da eficiência energética no edifício dos Paços do Concelho, a aquisição de equipamento para transmissão em direto das reuniões do executivo e da Assembleia Municipal, a criação de um espaço de apoio ao empreendedorismo, entre outras.

No setor do Turismo, Cultura e Juventude, com uma dotação de 550.350 euros, estão previstos projetos como a remodelação do antigo cineteatro Gil Vicente (no âmbito de uma candidatura ao Portugal 2020), a revitalização da Casa Estúdio Carlos Relvas e a dignificação do Museu Martins Correia, com o seu regresso ao Palácio do Pelourinho, para onde está planeada a concentração de todos os serviços de turismo e cultura.

A participação em investimentos para a melhoria da visitação à Reserva Natural do Paul do Boquilobo, a aposta no turismo equestre e nos vários eventos associados à marca “capital do cavalo”, as olimpíadas da juventude e a possibilidade de realização de um festival de música são outras iniciativas previstas no documento.

O executivo liderado pelo movimento 2021 É o Ano aponta como eixos estratégicos de atuação a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento económico, o reforço da coesão social e a reabilitação e requalificação urbana.

A vereadora socialista Ana Isabel Caixinha disse à Lusa que a abstenção dos dois eleitos do PS se deveu essencialmente ao facto de não existir matéria no orçamento que merecesse um voto contrário, até por terem sido contempladas várias propostas apresentadas aquando do exercício do direito de oposição.

Contudo, o “aumento significativo” do orçamento para 2023, em mais 1.224.708 euros, num concelho pequeno “com receitas diminutas”, é “algo que preocupa”, pelo que o PS não poderia votar o documento favoravelmente, acrescentou.

O executivo municipal da Golegã é liderado pelo movimento 2021 É o Ano, que obteve 47,8% dos votos nas eleições autárquicas de 26 de setembro de 2021, tendo o PS dois eleitos (43,1% dos votos).

Os documentos serão ainda submetidos à Assembleia Municipal, órgão no qual o 2021 É o Ano tem 10 eleitos, o PS sete e a CDU um.

Agência de Notícias de Portugal

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