A oposição chumbou na segunda-feira a proposta da maioria social-democrata na Câmara de Santarém para construção de um crematório junto ao atual cemitério da cidade, defendendo outra localização e um equipamento que sirva a região a longo prazo.

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, e o vereador com o pelouro do Urbanismo, Luís Farinha, apresentaram o projeto, com um valor estimado de 490.000 euros e a instalar num terreno com 1.380 metros quadrados contíguo ao atual cemitério, como respondendo a uma necessidade da região.

Luís Farinha referiu a vantagem da inclusão deste equipamento num espaço com uma função há muito assumida, próximo do centro da cidade e permitindo uma redução de custos, assegurando que a proximidade com as barreiras de Santarém está salvaguardada.

Os vereadores socialistas Idália Serrão e Celso Braz lamentaram que o executivo social-democrata tenha “pensado pequeno” ao não propor um projeto que contemple as várias valências – crematório, um novo cemitério e uma sala mortuária -, tendo em conta o reconhecimento de que o atual cemitério está esgotado e que tarda uma solução para a sala mortuária (função que tem estado a ser assegurada pela paróquia).

O vereador da CDU, Jorge Oliveira, que também votou contra a proposta, defendeu que, como capital de distrito, Santarém precisa de uma solução “mais consistente e duradoura”, tendo em conta a necessidade de um novo cemitério e da casa mortuária.

A questão do tarifário usado no estudo de viabilidade e da concessão da gestão foram outras questões que mereceram a crítica da oposição, com Celso Braz a propor que seja analisada a possibilidade de o equipamento ser assumido ao nível da Comunidade Intermunicipal.

A oposição ainda sugeriu que a proposta fosse retirada para revisão da localização e do tarifário propostos, mas Ricardo Gonçalves afirmou que a discussão prévia foi realizada apenas com o vereador da CDU porque os eleitos socialistas se recusaram a participar nessas reuniões.

A proposta foi chumbada com cinco votos contra (quatro do PS e um da CDU) e quatro a favor (PSD).

Agência de Notícias de Portugal

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