Em resposta a um pedido de informação da Lusa, fonte do Património Cultural (PC) disse que a empreitada de “Conservação e Restauro dos Claustros (D. João III e Santa Bárbara)” do Convento de Cristo foi adjudicada à empresa In Situ, pelo valor de 1.639.942,87€ +IVA (1.7 ME), pelo prazo de 330 dias, prevendo-se a sua conclusão no final de junho de 2026.
Segundo a mesma entidade, o auto de consignação foi realizado no dia 30 de julho, estando “em curso os trabalhos preparatórios necessários à execução da obra” naquele monumento situado em Tomar.
O Portal BASE, que centraliza a informação sobre os contratos públicos celebrados em Portugal, publicou no dia 12 de agosto o anúncio do contrato da empreitada à qual concorreram duas empresas, numa obra que apresentava como preço base um valor de 1.85 ME.
A obra de conservação e restauro dos claustros do monumento, classificado como Património da Humanidade, integra um projecto de investimento mais amplo, tendo o PC aberto em fevereiro deste ano um concurso de 3.6 ME para requalificação e reabilitação de novos espaços no Convento de Cristo.
Neste âmbito, o Convento de Cristo irá também receber obras de reabilitação do Paço Henriquino, Alcáçova e Castelo através de uma empreitada orçada em 3,6 milhões de euros (ME), que inclui a requalificação do jardim, disse à Lusa, na ocasião, fonte do Património Cultural.

Segundo o procedimento concursal, publicado em Diário da República (DR), com receção de propostas até 6 de março mas ainda sem anúncio de adjudicação, a empreitada em causa, denominada “fase 1” e avaliada em três milhões e 650 mil euros (sem IVA), com um prazo de execução de 300 dias, engloba “trabalhos de transformação de ruínas em espaços usufruíveis, tais como a construção de dois edifícios, incluindo várias especialidades, percurso para promoção de acessibilidades a pessoas com mobilidade condicionada, trabalhos de conservação e restauro e requalificação do jardim” do Convento de Cristo.
Segundo o instituto público, o projeto para o monumento Património da Humanidade “desenha as condições arquitetónicas, implementa elementos e/ou equipamentos de suporte à reabilitação daqueles espaços, conferindo-lhes novas valências funcionais e condições de visita qualificadas”.
Por outro lado, “propõe um circuito de visita mais alargado, valoriza o património em presença, e promove as condições de acessibilidade universal”.
Em comunicado divulgado na altura, a diretora do Convento de Cristo, Andreia Galvão, precisou que o “Projeto de Reabilitação do Paço Henriquino, Alcáçova/Castelo e Requalificação do Jardim” visa “proceder à requalificação do Convento de Cristo, nomeadamente nas áreas da antiga Alcáçova e Castelo Templário, assim como do designado Paço Henriquino”.

No castelo, atualmente em ruína, a intervenção vai permitir criar uma entrada e uma distribuição dos visitantes por dois circuitos, um resultante da herança templária (antiga fortaleza e paço) e outro da Ordem de Cristo (complexo monástico).
Esta intervenção “estender-se-á também à valorização e requalificação da antiga Praça de Armas”, num projeto que visa “renovar estas áreas, dotando-as de condições de acesso imprescindíveis, assim como possibilitar a sua fruição”.
Nestes espaços, “até hoje arredados do público, surgirão novos percursos, proporcionando renovadas leituras do edificado, a par de modernas e funcionais valências de apoio à visita”, afirmou Andreia Galvão.
Ao longo deste ano 2025, o monumento vai receber duas empreitadas de reabilitação e requalificação orçamentadas num total de 5,2 milhões de euros, financiadas a 100% pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), disse à Lusa fonte oficial do Património Cultural, no âmbito das duas empreitadas previstas.

“No âmbito do PRR, [a intervenção] no Convento de Cristo compreende duas ações: a conservação e restauro dos claustros (D. João III e Santa Bárbara) e a reabilitação do Paço Henriquino e Alcáçova/Castelo e Requalificação do jardim”, indicou, obras “cujo termo deverá ser em março de 2026”, disse, na ocasião.
O Convento de Cristo dispõe, no âmbito do PRR, de uma verba de 5,2 milhões de euros, estando a empreitada do Paço Henriquino, castelo e jardim estimada em 3,6 milhões e a dos claustros em 1,5 milhões de euros, precisou o Património Cultural, tendo indicado ainda como despesa elegível da verba afeta no PRR outras despesas agregadas, como a “contratação de projetos e estudos, a fiscalização da obra ou a revisão de preços no final da obra”.
c/LUSA
