Carlos Santos Pereira tinha raízes familiares em Ourém e aí viveu nos seus últimos anos. Créditos: DR

O jornalista Carlos Santos Pereira, especialista em política internacional e que viveu como repórter as grandes transformações na Europa de Leste, morreu este domingo aos 70 anos, na sequência de um cancro, na sua casa, em Ourém.

Carlos Santos Pereira assinou grandes reportagens internacionais no Expresso, no Público, no Diário de Notícias e na RTP, sobretudo nas décadas de 80 e 90, acompanhando as revoluções na Europa de Leste e reportando toda a guerra nos Balcãs. Com a sua mota percorreu a antiga Jugoslávia mais do que uma vez, de ponta a ponta, vivendo por dentro o sofrimento das populações empurradas para fora dos mapas que conheciam e que a História, uma vez mais, redesenhava com o sangue de povos irmãos.

Escreveu três livros: “Guerras da Informação” (Ed. Tribuna da História), “Os Novos Muros da Europa” (Ed. Cotovia) e “Da Jugoslávia à Jugoslávia” (Ed. Cotovia), e encontrava-se a terminar um outro livro de reportagens. 

Depois de reformado passou a viver em Ourém, na casa que fora dos seus pais. Manteve colaborações regulares como jornalista na Lusa, como colunista no Público e como comentador de assuntos internacionais na RTP e deu aulas de Jornalismo no Instituto Politécnico de Tomar/Escola Superior de Tecnologia de Abrantes.

Patrícia Fonseca

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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