O Rio Tejo é o principal recurso hídrico do país e uma das principais pérolas da nossa região. As imagens que na última semana marcaram as noticias nacionais mostraram focos de poluição que “chocaram” a consciência ambiental coletiva do país. O desenvolvimento sustentável deve ser a marca do país, sendo que meras questões financeiras não podem ser as únicas determinantes a entrar na equação deste problema. A economia deve estar em consonância com o ambiente, mas infelizmente nem sempre assim é.
Este não é, infelizmente, um problema novo. A poluição tem décadas, mas o seu agravamento e consequente maior exposição pública dá-se a partir do ano de 2014. Sabemos que este período foi de seca extrema só que a mesma não explica tudo e muito menos a poluição existente. O trabalho dos ambientalistas, incansáveis a denunciar a situação, é meritório. É graças a este voluntariado que se mostra a todo o mundo a situação que constrange qualquer olhar.
A resposta governamental foi pronta. As populações precisavam que assim acontecesse, para sua tranquilidade. Nada certamente pode ficar como antes. O importante agora é demonstrar quem são os culpados e punir os mesmos de forma exemplar. O Rio Tejo não pode continuar assim. Os investimentos para o futuro são cruciais (como ETARs) mas o presente merece todo o nosso empenho.
Um dos argumentos para explicar esta situação, muitas vezes transmitido, é o de culpar Espanha. A verdade é que devemos olhar para o acordo bilateral denominado de Convenção de Albufeira sobre os caudais. Além do perigo iminente que a central nuclear de Almaraz representa e que nestas páginas já escrevi.
Podem contar com o meu total empenho (como até hoje) para lutar pela despoluição do Rio Tejo nunca esquecendo a resolução de outros problemas ambientais igualmente importantes que se passam no distrito como no Almonda, Alviela ou Nabão. Neste mandato foram dezenas as perguntas ou intervenções sobre a matéria ambiental e pessoalmente assim continuará. É importante pressionar e lutar pela despoluição. Os autarcas têm um papel central e sei que a maioria tem o ambiente como prioridade.
O Tejo só pode ter futuro e o futuro somos todos nós.

