“O sucesso consiste em ir de falhanço em falhanço sem perda de entusiasmo” – Winston Churchill
Na semana passada tive o privilégio de assistir a duas sessões, nas quais foram discutidos diversos temas inerentes aos negócios: o investimento, o empreendedorismo, a criação de empresas, etc.
A primeira destas sessões intitulava-se: “Nós, jovens e investidores” e foi organizado pelo Município de Abrantes.
Quase uma dezena de jovens adultos, rapazes e raparigas, oriundos de uma pequena cidade interior e periférica de um pequeno país periférico quiseram partilhar connosco os seus projetos. Encantaram-nos com as suas estórias de empreendedorismo – estórias dos seus sucessos e dos seus falhanços, mas sobretudo estórias de caminhos trilhados. Estórias de perseverança de de muito trabalho, porque inerentes a todos os caminhos estão as pedras, mas estórias de crescimento e de aprendizagem.
Explicaram como após concluírem a sua formação superior – a maior parte em áreas relacionadas com as indústrias criativas, espantemo-nos -, quiseram dar asas e por à prova os seus próprios projetos. Projetos que decorrem da sua formação ou não, e que são resultado de uma paixão, de um hobby, de uma aptidão que desenvolveram. Mencionaram ainda as competências que precisaram desenvolver para garantir o sucesso dos seus micro-negócios ou projetos (ao nível das soft skills, mas também estratégia e planos de negócio, marketing, gestão de pessoas, finanças e logística).
São estes preciosos exemplos de como as nossas novas gerações (e confesso que me recordam em muitos aspetos os Millenials) estão despertas para a geração de novas ideias e de como estão dispostas e aptas a empreender: apresentaram-nos novos conceitos, novos produtos, novos modelos de negócio, novas formas de relacionamento com os clientes mas sobretudo um novo modo de ser na vida e a perspetiva de que existe muito espaço para a inovação.
Os casos de empreendedorismo apresentados, para espreitarem caso tenham curiosidade:
Daniela Gaspar – DG
Rita Amaro – POP.COM
Susana Chambel – Oficina dos Sabores
Joana Borda d’Água– Drogaria Nova
Carlos Bernardo – O meu escritório é lá fora
Miguel Mariano – O meu Super – Mação
Mauro Moura – Academia BIDOM
Carolina Marques – Doce Deleite
Rotary Clube de Abrantes
Na segunda sessão, promovida pela Associação Comercial de Abrantes, Constância, Sardoal, Mação e Vila de Rei, cerca uma centena de empresários debateram os desafios e oportunidades nas atividades empresariais na cidade de Abrantes.
No decurso do debate sublinharam-se as vantagens existentes: as acessibilidades, a localização central, a qualidade de vida, o capital humano com qualificações e disponibilidade para investir, as organizações públicas e infra-estruturas ao serviço da região, a capacidade de criar sinergias e a proatividade por parte dos empresários. Foram também evidenciados os constrangimentos: a localização no interior do país, a consequente perda de população (quer para o litoral como para o exterior) e a baixa de natalidade. Mas também o desemprego entre os jovens licenciados, as dificuldades que se colocam aos empreendedores na criação de novos investimentos.
Estas duas sessões constituem duas perspetivas, duas abordagens diferentes duma mesma realidade – a atividade empreendedora e empresarial na região. Constituem dois passos sequenciais de um mesmo caminho, que partilham dificuldades e oportunidades. Talvez fosse importante se pudessem partilhar mais. Fica o desafio.
Ainda na passada semana um distinto político da região, em conversa, me confidenciava que as indústrias criativas ainda não tinham dado provas evidentes da sua capacidade de gerar valor. Sublinho: AINDA.
