Confesso não saber mais o que fazer, dentro dos meios que estão à minha disposição e perante a lei, para combater a poluição no rio Tejo. A revolta é grande. A preocupação é generalizada. O descontrolo da poluição é total. E tudo isto é incompreensível.
Se os “holofotes” estão todos colocados no rio, se as empresas e fontes de poluição estão identificadas e não são assim muitas. Se as margens do rio não são assim tão desconhecidas e mesmo assim a poluição é cada vez pior, significa que o “rei vai nu” em matéria em ambiental.

Recordo hoje com alguma revolta o dia em que a esquerda parlamentar, acolitada pelo CDS, chumbou as propostas que o PSD apresentou e que visavam “ratar” uns trocos aos astronómicos reforços orçamentais previstos para o alargamento do Metro e transferi-los para a fiscalização do ambiente, para ter mais pessoas, mais meios tecnológicos, mais recursos. Lembro que as verbas previstas para 2018 para Agência Portuguesa do Ambiente e para a IGAMAOT foram reduzidas em 2018 face a 2017.

Por esses dias, quer o Ministro do Ambiente quer o Inspetor Geral (IGAMAOT) disseram na Comissão de Ambiente da Assembleia da República que não eram necessários mais meios, nem financeiros, nem humanos, nem tecnológicos para garantir a fiscalização. O que tinham era suficiente. Muito bem. Então o que aconteceu? Como chegámos até aqui?

Como pode uma zona especifica do rio Tejo estar constantemente a ser poluída sem culpados, sem controlo, sem consequência? Isto mais parece uma “república das bananas”.

A partir daqui a responsabilidade tem que ser partilhada entre quem polui e quem diz que tens os meios suficientes para fiscalizar, mas que não consegue encontrar culpados e estancar a hemorragia.

Das duas uma: ou são extremamente incompetentes, ou então há algo menos claro que se passa.

O rio Tejo está cada mais poluído, mas as análises feitas pelas autoridades continuam a ilibar tudo e todos.

O rei vai nu.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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2 Comments

  1. De ressalvar que enquanto estiveram no poder (PSD) fizeram exactamente a mesma coisa; ou seja: nada!

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