Porque que a Assembleia da República é a casa da democracia, compete-lhe também promover o exercício da participação democrática e aproximar os cidadãos do sistema político, estimular o seu exercício de cidadania, sempre com o objectivo de renovar a própria democracia tornado-a mais forte e mais eficiente.
O “Parlamento Jovem” é um dos instrumentos, programas, de maior sucesso e longevidade que a Assembleia da República promove junto dos mais jovens, sempre com o objectivo de promover a sua participação democrática.
Muitas escolas do distrito de Santarém, e sobretudo do Médio Tejo, têm tido uma participação muito activa e vencedora nas edições anteriores. Este ano não será excepção e há já equipas bem preparadas para voltar a representar com toda a qualidade a nossa região na final nacional.
Nestas duas últimas semanas tive a oportunidade, e o privilégio, de participar em algumas destas sessões, designadamente em Abrantes (no antigo liceu), em Alcanena e em Ourém no Agrupamento de Escolas Conde de Ourém. Na próxima semana estarei também numa outra escola em Torres Novas.
Os temas deste ano são as “assimetrias regionais -interior vs litoral”, no caso do ensino secundário, e a “xenofobia, racismo e descriminação” no caso dos alunos do básico.
O debate tem sido intenso e as propostas bastante curiosas. Algumas mais de esquerda, outras mais de direita, as soluções dos mais jovens são criativas, umas mais outras menos, mas revelam sobretudo honestidade, vontade de resolver e conhecimento dos problemas reais.
Escrevo sobre este tema não para vos dar conta das minhas viagens pelo distrito, mas para exprimir a minha satisfação com a qualidade e empenho que os jovens participantes têm revelado. Em todas elas encontrei estudantes excepcionais, professores empenhados, directores preocupados com participação cívica dos estudantes, mas encontrei sobretudo uma democracia em renovação. A avaliar pela qualidade dos participantes, acredito sinceramente que o futuro do nosso distrito, em termos de participação política está assegurado.
A democracia renova-se todos os dias, acredito que quanto maior for a participação política, maior será a qualidade do exercício de responsabilidades dos decisores políticos. No poder, como na oposição, o exercício responsável da cidadania só pode melhorar os resultados a atingir, a consequentemente proporcionar a melhoria da qualidade de vida dos portugueses. É nisso que acredito.
Uma palavra final de agradecimento e admiração para os professores e professoras que se dedicam a apoiar estes estudantes, pelo seu espírito de missão e notável empenho.
