Imagem: website do Parlamento

A vida parlamentar é intensa. No dia-a-dia somos confrontados com múltiplos e diferentes desafios, a grande maioria deles pouco percecionados pela opinião pública. Das múltiplas tarefas que abraçamos uma das que me dá mais particular gosto é o Parlamento dos Jovens. Esta iniciativa aproxima a sociedade e os jovens dos parlamentares e isso dá-me particular satisfação.

Escrevo este artigo no momento em que iniciamos mais um período de sessões nas escolas da nossa região. Pessoalmente estarei na próxima terça-feira de manhã em Torres Novas, na Escola Secundária Maria Lamas. O tema deste ano está na ordem do dia: a igualdade de género. É, e muito bem, um desígnio nacional. É um privilégio debater um tema destes numa escola com um nome de uma referência na História dos direitos das mulheres e que apresenta uma exposição na Assembleia da República com o tema “Mulheres. Paz. Liberdade”, setenta anos depois da sua “Mulheres do meu País”.

Este Programa nasceu em 2006 e é de enorme sucesso. Lamento, no entanto, que muitas escolas optem pela solução mais fácil de não o fazer. Estão a privar aos seus alunos de crescerem com os valores da cidadania e democracia. O “Parlamento dos Jovens” é um programa único. A parte competitiva é, talvez, o fator menos interessante mas também aí os alunos são confrontados com as regras da democracia e com os momentos eleitorais.

A primeira fase é, por isso, muito mais apaixonante que qualquer fase posterior. É o momento em que levamos a todos o funcionamento dos órgãos democráticos, mesmo aqueles que nunca mostraram interesse pela vida política. Essa é uma das tarefas mais nobres que um eleito pelo povo pode abraçar. Com humildade considero que se em cada sessão conseguir aproximar um jovem da participação cívica cumpri o objetivo.

 

Hugo Costa, 42 anos. Economista, deputado e presidente da distrital de Santarém do PS.

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