[WANA via Reuters]

O bem e o mal, o certo e o errado, a luz e a escuridão, a vida e a morte. É ancestral a luta e o conflito entre os dois lados mas se o mundo pode ficar melhor sem algumas pessoas, fica certamente muito mais perigoso com as declarações de outras pessoas. Principalmente daquelas com responsabilidades que justificam o mal como um fim para atingir o bem, ignorando ou desconhecendo que toda a ação gerará sempre uma reação e no meio de toda a confusão ficará mais difícil a distinção entre o certo e o errado.

“Não sei que armas serão usadas na 3ª guerra mundial. Mas a 4ª será travada com paus e pedras”. A previsão apocalíptica de Albert Einstein torna-se assustadoramente real com os episódios dos últimos dias e o mundo cada vez mais mal frequentado torna-se a cada dia que passa um lugar ainda mais perigoso.

Este oportunismo egoísta foi explicado por Erich Hartman quando ele afirmou que “a guerra é um lugar onde jovens que não se conhecem e não se odeiam se matam entre si, por decisão de velhos que se conhecem e se odeiam, mas não se matam”. Sim, até porque no pior dos cenários, o sacrifício de inocentes não terá comparação com as baixas de quem toma estas decisões irresponsáveis.

Uma visão mais acutilante foi partilhada por Winston Churchill quando o antigo primeiro-ministro britânico afirmou que “a diferença entre um estadista e um demagogo é que este toma decisões a pensar nas próximas eleições, enquanto o estadista toma decisões a pensar nas próximas gerações”.

Está enganado quem acha que a morte de Soleimani é apenas mais um episódio na luta contra o Estado Islâmico até porque ao contrário daquilo que a maioria afirma, ele era um opositor do terrorismo espalhado pelo ISIS. Está equivocado também quem neste momento está a confundir o Irão com o Iraque. Não estou com esta afirmação a defender o carácter da personagem, limito-me a alertar que a sua morte está mais próxima de uma estratégia que tem como objetivo uma reeleição do que com a preocupação em transformar o mundo no lugar melhor.

A minha esperança é que o “tiro saia pela culatra” e que acabem por se “matar dois coelhos de uma cajadada só”. E aí sim, o mundo passaria a “respirar” com mais tranquilidade e transformar-se-ia num lugar melhor. Apenas espero e desejo que tenhamos tempo e oportunidade para o confirmar.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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