Foto: Patrícia Seixas

Os filhos são o melhor de cada um de nós. Bem sei que esta frase é um cliché, mas é um cliché com o qual me identifico totalmente.

É que um filho muda a nossa vida e a forma como olhamos para essa vida. Para melhor, para muito melhor, invertendo a nossa escala de prioridades e transformando-nos enquanto pessoas. Pessoas que sentem e que percebem que a felicidade está no outro e não em nós, porque o centro de gravidade do nosso mundo passou de nós para eles. Falo por mim, obviamente.

Esta passagem de um estado egoísta para uma nova forma altruísta, por si só, já representa uma evolução natural naquilo que somos enquanto seres humanos.

Evoluímos, enriquecemos, desenvolvemos competências, amamos, orientamos e aprendemos a tolerar e a perdoar.

E por paradoxal que possa parecer, toda esta complexidade, acaba por tornar a vida muito mais simples.

Mas infelizmente nem todos os pais estão à altura desta responsabilidade. E nem quero entrar no campo dos maus tratos ou dos abusos contra as crianças, refiro-me à responsabilidade de amar incondicionalmente tendo presente que um processo de educação tem que ter a perspicácia e a sabedoria de dizer não quando não se pode dizer sim.

Refiro-me também à responsabilidade de lhes dar espaço para que possam crescer ao fazer as suas escolhas sem estarem condicionados por aquilo que acham que nós queremos, permitindo-lhes assim que errem e que aprendam com esse erro.

Refiro-me ainda à responsabilidade de os deixar sentir e viver a sua vida sem lhes condicionar o sentimento nem os obrigar a viver a nossa vida.

Os filhos são nossos mas têm a sua vida, e essa, apenas pode ser vivida por eles. Ignorar esta evidência faz regredir o processo e volta a colocar-nos num estado egoísta. E apesar de não o sabermos ou de não o querermos admitir, o futuro encarregar-se-á de nos trazer a fatura que nos consciencializará dos erros que estamos hoje a cometer.

É por tudo isto que ser pai é muito diferente de fazer um filho. É também por tudo isto que há muitos pais que o são sem nunca o terem sido. É definitivamente por tudo isto, que as minhas filhas são, e sempre serão, o melhor de mim.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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