Promover o desenvolvimento regional, criar novas oportunidades de emprego e dinamizar a economia local – estes foram os objetivos estratégicos apontados pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) e pela NERSANT – Associação Empresarial de Santarém, quando decidiram unir esforços para fazer uma apresentação da região na maior feira imobiliária mundial, a MIPIM, que se realiza anualmente no Palais das Festivals em Cannes, França, procurando colocar o Médio Tejo no mapa do mercado global de investimentos imobiliários.
Os 11 municípios do Médio Tejo têm desenvolvido esforços para criar zonas industriais com boas infraestruturas e oferecer incentivos fiscais para a instalação de novas empresas. Na MIPIM, a aposta centrou-se nos negócios da logística, promovendo as áreas industriais e as acessibilidades únicas desta região da zona Centro do país (ver mapa no final do artigo).

Da comitiva que esteve em Cannes fizeram parte o presidente da CIMT, Manuel Jorge Valamatos (com dupla representação, visto que também viajou como presidente da Câmara de Abrantes), o presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Rui Anastácio (acompanhado do vereador Nuno Silva), o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes, o presidente da Câmara de Sardoal, Miguel Borges, o presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão, e o presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire.
Além destes autarcas, a CIMT foi representada pelo 1.º Secretário Executivo, Miguel Pombeiro, e a NERSANT pelo Vice-Presidente Rui Serrano – que foi também o arquiteto responsável pela concepção do stand do Médio Tejo em Cannes e que fez um balanço “muito positivo” desta participação, em entrevista ao nosso jornal.
Qual a importância desta apresentação do Médio Tejo na MIPIM 2025?
Esta participação representou uma oportunidade única de promover o potencial económico da região do Médio Tejo num dos mais importantes palcos internacionais do setor imobiliário. Este evento, que decorre anualmente em Cannes, junta milhares de investidores e instituições financeiras, possibilitando um contacto direto com decisores estratégicos. A nossa presença permitiu projetar as zonas industriais, logísticas e parques empresariais da região, destacando o Médio Tejo como um destino atrativo para investimentos sustentáveis e inovadores. Esta iniciativa dá continuidade ao trabalho já iniciado com a participação na Feira Expo Real, em Munique, realizada em outubro do ano passado, reforçando a trajetória de crescimento e internacionalização do território.
Como foi abraçar este desafio e qual foi a estratégia adotada?
Na NERSANT encarámos este desafio com um posicionamento agregador e dinâmico, atuando como um elo de ligação entre os municípios, as empresas e os investidores. A nossa estratégia para a MIPIM 2025 foi baseada na interatividade e na diferenciação, garantindo que a visibilidade da região fosse maximizada através de encontros estratégicos, participação em conferências e um stand atrativo, que evidenciou as potencialidades do Médio Tejo. Este compromisso reflete a nossa missão de impulsionar o desenvolvimento económico e empresarial, criando oportunidades únicas para o crescimento dos territórios que representamos.
Foi importante ter a NERSANT e a CIMT a promover a região em conjunto?
Sim, a participação conjunta neste evento é uma demonstração clara de que o Médio Tejo está unido e preparado para captar projetos que contribuam para o crescimento sustentado da nossa economia. A colaboração entre a NERSANT e a CIMT reforça a coesão territorial e permite um trabalho articulado para atrair investimento e aumentar a notoriedade da região a nível internacional. Juntos, apostamos numa estratégia concertada de divulgação das potencialidades da região, destacando as infraestruturas disponíveis, os incentivos às empresas e as condições atrativas para novos investimentos. No próximo ano, pretendemos dar um passo ainda mais ambicioso, associando empresas da região a esta iniciativa, fortalecendo assim a capacidade de desenvolvimento e captação de investimento internacional para o nosso território.
ZONAS INDUSTRIAIS E ACESSIBILIDADES NO MÉDIO TEJO

Infraestruturas / Localização Estratégica
A região beneficia de uma localização central em Portugal, com excelentes acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, incluindo a Linha do Norte, Beira Baixa e Leste, as autoestradas A1, A13 e A23, bem como itinerários complementares como o IC3, IC8 e IC9 e as estradas nacionais (N1, N2 e N3, entre outras). Esta rede viária e ferroviária facilitam a ligação a outras regiões do país, e também a Espanha.



NOTÍCIA RELACIONADA

