Do ponto de vista estrito da Geografia é muito difícil catalogar que Portugal tenha verdadeiramente interior, visto que a maior distância de qualquer ponto do país ao mar não é mais que poucas centenas de quilómetros. O mar é mesmo uma das maiores potencialidades da nossa economia.
Todavia, muitas regiões do nosso país apresentam características fortes de interioridade. A população muito envelhecida, o elevado nível de desemprego a incapacidade de atração de pessoas e investimentos são alguns dos vértices dessa espiral muito difícil de contrariar.
Há regiões inteiras do nosso país a desertificar. Se o nosso país quer ter futuro, terá de ter coesão territorial.
O atual Governo anunciou recentemente a criação de uma Unidade de Missão para o Interior do país. A História indica que foram sempre os Governos do Partido Socialista que investiram de forma mais concreta e acertada no interior, ao contrário dos governos de direita, onde os gastos em infraestruturas do interior sempre foram vistos como “má despesa pública”.
A nossa região, mesmo estando próxima da grande Lisboa, apresenta sobretudo, em alguns concelhos, um nível de interioridade e de baixa densidade populacional assinável. A fundamentar este fato é a diminuição da população na região do Médio Tejo e na maioria dos seus concelhos.
É importante travar esta situação. Considerar o nosso território é valorizar os nossas empresas, os nossos recursos ambientais, patrimoniais e culturais. Este é o desafio da região.
