Terminou em finais de julho a primeira sessão legislativa da atual legislatura. Num ano atípico devido à pandemia Covid-19 esta foi, naturalmente, uma sessão muito diferente das outras e onde todos fomos desafiados a encontrar novas formas de trabalho e de interagir. O mundo mudou.
A nossa capacidade de adaptação, por exemplo, às novas regras de distanciamento social foi testada e penso que cumprida. Os portugueses cedo perceberam que este era um combate de todos e a responsabilidade do coletivo começa nas atitudes individuais.
Nesta legislatura, entre o trabalho parlamentar desenvolvido, levei até à Assembleia da República, enquanto deputado do PS pelo distrito de Santarém, os temas que são mais caros à região, tais como a poluição ambiental, a saúde, o serviço postal – o processo de privatização dos CTT realizado durante a governação PSD/CDS foi um manifesto erro porque deixou muitas populações sem o acesso a este serviço – a EMEF ou as infraestruturas.
Por outro lado, assumi responsabilidades na coordenação do PS na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, um trabalho exigente que desenvolvi com empenho e dedicação e também fui membro da Comissão de Orçamento e Finanças.
Nas muitas intervenções realizadas em plenário, no âmbito do trabalho na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação foi desenvolvido no âmbito da necessidade de serem encontradas respostas para a pandemia em várias áreas tais como a económica, social, habitação, arrendamento, entre outras.
Como referi na altura “tempos excecionais obrigam a medidas excecionais” e por estas me debati, realçando que, mesmo em tempo de pandemia, é importante que a economia não pare para não se juntar uma crise económica a uma crise de saúde pública. Enumero ainda as intervenções feitas a propósito da execução das linhas de investimento para o sector empresarial, a estratégia para a TAP, fundos comunitários, Ferrovia e Transição Digital.
Entre o trabalho desenvolvido neste âmbito, destaco o projeto do qual fui o primeiro subscritor em nome do Grupo Parlamentar do PS e que recomenda a criação de uma tarifa social de acesso a serviços de internet para que as camadas mais desfavorecidas da população não sejam excluídas no acesso ao digital. Questionei ainda sobre medidas previstas para os setores do Turismo, Comércio, Indústria e 5G.
Numa legislatura diferente, muitas medidas foram estudadas, debatidas, aprovadas e, mais importante, implementadas no sentido de ninguém ficar para trás. O caminho ainda se está a percorrer e, para já, nesta época mais estival propícia a balanços, deixo a todos uma mensagem de confiança e resiliência.
Boas férias, se for o caso. Até setembro.

