Decerto que 2020 vai ficar marcado na nossa memória por muito tempo. Nesta última crónica de 2020, faço o balanço de um ano que foi a diversos níveis desafiador, de resiliência e de superação. Aprendemos a contornar os obstáculos, mas muitas desigualdades tornaram-se mais evidentes. Recordo do “lockdown” e o medo que foi preciso combater. Ao longo deste período sempre defendi uma exigência onde a saúde e economia não fossem incompatíveis.
Olhando para trás, posso dizer que este foi um ano exigente, em que forçosamente tivemos que nos superar, mas sem esquecer que outros ficaram numa situação económica e social complicada, e aí compete aos estados agir.
No sentido de combater um “inimigo invisível” de seu nome SARS-CoV-2, tivemos que modificar os nossos hábitos sociais, reconfigurar rotinas profissionais, substituir contactos presenciais optando cada vez mais pela via digital. O digital ganhou terreno permitindo que o mundo continuasse a girar e que a economia não parasse. Notou-se, efetivamente, uma grande aceleração ao nível da transição digital e a necessária transição verde.
Foram dezenas as reuniões em que participei ou as conferências digitais a que assisti nos últimos tempos. Aqui também não devemos esquecer de cobrir as diferentes desigualdades.
As novas tecnologias são cada vez mais nossas aliadas, embora exista um combate que tenhamos que fazer todos os dias: combater a proliferação das “fake news”, difundido apenas conteúdo verdadeiro. Neste ponto, o meu aplauso para a comunicação local e regional que prestou um verdadeiro serviço público, difundido as recomendações da Direção Geral de Saúde e atualizando diariamente os dados relativos à evolução da pandemia, levando a que o cidadão tivesse uma maior consciência do seu papel enquanto agente de saúde pública.
Ao longo de todos estes meses, enquanto Deputado da Assembleia da República, nunca deixei de trabalhar para contribuir para as necessárias respostas que tiveram que ser dadas, respostas equilibradas e sensatas, no sentido de impedir que as desigualdades cresçam mais a cada dia. O trabalho no terreno continuou a desenvolver-se, mas sempre com a prudência necessária.
Recordo que também a eleição para a Presidência da Federação, marcada para março, teve que ser adiada para julho, e que toda a campanha e apresentação de programa foi feita marcadamente a nível digital.
Com o início da vacinação contra a covid-19 no nosso país e União Europeia entramos no novo ano com mais tranquilidade, confiança e esperança no futuro. O pior parece ter ficado para trás. 2021 vai ser um ano decisivo para o distrito, com a realização das eleições autárquicas.
Estou certo de que os resultados vão espelhar o trabalho que tem vindo a ser realizado porque os resultados constroem-se antes dos atos eleitorais, com empenho, comunicação, transparência e, sobretudo, muito trabalho.
Que 2021 seja próspero e cheio de realizações. Bom Ano para todos!
