O candidato da coligação “AD – Tempo de Avançar!” à presidência da Junta da União das Freguesias de Torres Novas (São Pedro, Lapas e Ribeira Branca), Nuno Vasco, desistiu da candidatura às autárquicas de 12 de outubro, anunciou a AD – Coligação PSD/CDS de Torres Novas, em comunicado.
Na nota informativa, a AD cita a posição do agora ex-candidato Nuno Vasco: “Notícias recentemente veiculadas sobre a minha pessoa estão a causar “julgamento” em praça pública e desconforto não só em mim, mas também naqueles que me são mais próximos, nomeadamente família”, pode ler-se.
“Por outro lado”, justifica Nuno Vasco, “e embora me assuma como inocente desde o primeiro dia, não posso deixar que acontecimentos da minha vida privada e julgamentos à minha pessoa possam prejudicar o trabalho de uma equipa candidata às autárquicas e de uma coligação”.
“Finalmente, agradeço a quem em mim confiou e entendeu esta decisão”, refere, reclamando por “respeito” e lembrando o direito da “presunção de inocência”..
“Da opinião pública, espero respeito. Porque vivemos num Estado de Direito e num país com liberdade de expressão. E todos nós, sem exceção, temos um direito fundamental, consagrado na Constituição: o da presunção da inocência”, conclui na nota, assinada pelo ex-cabeça de lista da AD à União das Freguesias de Torres Novas (São Pedro, Lapas e Ribeira Branca).
O mediotejo.net questionou o candidato da AD à Câmara Municipal, Tiago Ferreira, sobre o tema que justificou esta tomada de decisão e se já existe indicação de novo candidato da AD à UF Torres Novas. O candidato à presidência da Câmara disse ter solicitado ao tribunal a subida dos elementos da lista em uma posição, sendo Suzana Bué a que segue na lista, não tendo a AD ainda obtido resposta ao solicitado.
Ao que o nosso jornal apurou, em causa estará um processo judicial interposto pela ex-namorada de Nuno Vasco em que este é acusado de violência doméstica. Tiago Ferreira disse ao mediotejo.net “não compactuar com julgamentos na praça pública e que todas as pessoas, até serem condenadas, têm direito à presunção de inocência”.
“Ainda assim, nós não compactuamos com violência doméstica, para nós é inaceitável, e faremos tudo ao nosso alcance para apoiar a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) para que a mesma desenvolva o seu trabalho no âmbito da defesa de crianças e jovens e de vítimas de violência doméstica”, afirmou.
