A vila de Cernache do Bonjardim (Sertã) foi palco da cerimónia de investidura dos novos cavaleiros da Ordem Dinástica de S. Nuno de Santa Maria, num programa que reuniu momentos institucionais, religiosos e culturais ao longo do dia.
A iniciativa teve início com uma receção nos Paços do Concelho da Sertã, onde os participantes foram recebidos pelos presidentes da Câmara da Sertã e da Assembleia Municipal, Carlos Miranda e José Pedro Ferreira, respetivamente.
Na ocasião, Carlos Miranda destacou o papel da Ordem na “valorização da fé, na defesa dos mais vulneráveis e na promoção da cultura, história e prestígio de Portugal”, sublinhando ainda a figura de Nuno Álvares Pereira, patrono da instituição, como “figura maior da história coletiva portuguesa”.
José Pedro Ferreira deixou igualmente palavras de saudação aos presentes, sendo posteriormente retribuídas pelo Duque de Loulé e Grão-Mestre da Ordem, Pedro José Folque de Mendonça Rolim de Moura Barreto, enquanto Chefe da Casa Real Constitucional Portuguesa.


O programa prosseguiu no auditório da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, com um momento dedicado à figura de Nuno Álvares Pereira, pela professora e investigadora Margarida Barbosa e pelo jornalista e investigador Rui Pedro Lopes.
A sessão terminou com uma visita ao nicho do Santo Condestável, localizado no interior da quinta do Seminário das Missões.
Durante a tarde, a Igreja Matriz de Cernache do Bonjardim acolheu a cerimónia de investidura dos cavaleiros, presidida pelo capelão da Ordem, o Rev. Pe. Avelino. O programa encerrou com um jantar de gala no restaurante Ponte Velha, na Sertã.
Criada em 2009, a Ordem Dinástica de S. Nuno de Santa Maria integra diferentes graus honoríficos, entre os quais Grã-Cruz, Comendador, Cavaleiro e Dama, nas categorias de Justiça e Mérito.
Entre os seus objetivos estão a promoção dos valores da fé cristã, o apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social, com especial atenção a crianças, idosos e ex-combatentes, bem como a preservação da tradição da cavalaria cristã e a defesa da história e prestígio de Portugal.




