Luís Moita, o novo presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, no Entroncamento, assegurou que vai cumprir uma promessa eleitoral, tendo indicado ao nosso jornal que o seu salário será aplicado em apoios diretos à população mais carenciada. Eleito pelo Chega, Luís Moita afirma que segurança, transparência e solidariedade serão as prioridades para o mandato.
O novo presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, Luís Moita (Chega) confirmou ao mediotejo.net que vai abdicar do seu vencimento enquanto autarca e aplicar esse valor em apoio direto aos fregueses em situação de vulnerabilidade social. A decisão cumpre o compromisso assumido durante a campanha eleitoral em que prometeu fazer do cargo “um serviço à comunidade, não um poleiro”.
“Quando eu disse que o meu vencimento seria em prol da população, é isso mesmo que vou fazer. Eu vou receber o meu vencimento e quem eu vir que precisa de ajuda, é aí que eu vou investir — seja para pagar uma conta da luz, seja para pagar o que for. O objetivo é ajudar quem realmente precisa”, afirmou Luís Moita em declarações ao mediotejo.net.
Militar aposentado e residente no Entroncamento, Luís Moita, eleito pelo partido Chega, sublinha que esta opção é também uma forma de dar o exemplo e contrariar a desconfiança dos cidadãos face à política.
“Não vim para isto por dinheiro, nem para ter um cargo. Vim para servir a comunidade, como sempre servi o país nas Forças Armadas. Há muitas formas de ganhar dinheiro. Esta é para servir as pessoas”, assegura.

ÁUDIO | LUÍS MOITA, PRESIDENTE ELEITO JF NS FÁTIMA:
Durante a campanha, o novo presidente tinha já explicado que os honorários a que tivesse direito seriam aplicados integralmente em benefício dos idosos, doentes, jovens e famílias com dificuldades reais, garantindo uma avaliação justa e rigorosa de cada apoio.
“Será um compromisso sujeito a escrutínio e transparência, para que todos possam verificar se foi cumprido”, escreveu então na sua página oficial.
Entre as primeiras medidas anunciadas, Luís Moita destaca a verificação dos atestados de residência emitidos nos últimos dois anos, com criação de um Sistema Interno de Alerta para detetar situações de sobrelotação habitacional.
Para o mandato, o autarca propõe uma gestão da Junta mais presente e transparente, com portal digital de participação, Conselho Consultivo aberto, reforço do Orçamento Participativo, levantamento das carências habitacionais e sociais, combate à insegurança e exclusão, política ambiental sustentável com reabilitação de espaços verdes e hortas urbanas, valorização do Parque do Bonito, investimento na juventude e na terceira idade, promoção de educação, cultura e património, requalificação e criação de novos espaços desportivos e aproveitamento do património ferroviário para fins culturais e desportivos.




Luís Moita, que toma posse na segunda-feira, dia 3 de novembro, sublinha que estará “totalmente alinhado” com o novo presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Nelson Cunha (Chega), no objetivo comum de reforçar a segurança no concelho.
“Foi ele que me convidou e é com ele que vou trabalhar. A base é dar segurança aos entroncamentenses. Há falta de segurança, não é uma sensação — é uma realidade. Vamos trabalhar juntos para mudar isso”, afirmou.
Com um discurso assente na proximidade, transparência e justiça social, Luís Moita promete uma liderança “sem compadrios, sem favores e sem esquemas”.
“A confiança que me foi dada será honrada com transparência, coragem e serviço diário. A porta está aberta. A escuta está ativa. O trabalho começa agora”, concluiu.
No concelho do Entroncamento, na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, o partido CHEGA venceu a Junta de Freguesia, obtendo 39,57% dos votos, correspondentes a 2.359 votos e seis mandatos.
Seguiu-se a coligação PPD/PSD.CDS-PP, com 27,75% (1.654 votos) e quatro mandatos, e o PS com 23,52% (1.402 votos), correspondente a três mandatos.
