Ricardo Oliveira recandidata-se à liderança do PSD Distrital de Santarém. Foto: PSD

Com um total de 452 votantes, a candidatura liderada pelo deputado Ricardo Oliveira, venceu, com a mesma percentagem, a eleição para a Mesa da Assembleia Distrital, com João Moura, para o conselho de jurisdição, com João Tenreiro, e para a comissão distrital de auditoria financeira, cargo que é assumido por João Lopes.

Ao mediotejo.net, Ricardo Oliveira começou por referir que os resultados são um sinal “forte e claro da unidade do PSD no distrito” de Santarém. “Numa eleição com apenas uma lista, em que não há aquela mobilização que existe quando há uma disputa eleitoral, vencer as eleições com esta percentagem é um sinal muito forte e claro da unidade do PSD no distrito de Santarém e a militância está muito satisfeita com o trabalho que o PSD tem feito no distrito”, referiu.

Para os próximos dois anos, o novo líder do PSD Santarém quer “fazer ouvir a voz do distrito junto da direção do partido e do governo”, “afirmar o Distrito de Santarém como ‘cluster’ português da agroindústria”, fortalecer a ligação entre a Distrital e as Concelhias” e ainda “vencer mais câmaras municipais e mais juntas de freguesia” nas próximas eleições autárquicas.

Novo presidente da distrital do PSD quer Santarém “no bom caminho” e conquistar Câmaras ao PS e CDU. Foto: PSD

Ricardo Oliveira indicou que esta candidatura “mereceu, desde a primeira hora, um amplo apoio dos militantes e dirigentes de todo o distrito, e também dos autarcas do PSD”, dos quais destacou os presidentes de Câmara Municipal Ricardo Gonçalves (Santarém), Luís Albuquerque (Ourém), Luis Santana Dias (Rio Maior), João Heitor (Cartaxo), Miguel Borges (Sardoal), Vasco Estrela (Mação) e Rui Anastácio (Alcanena), os sete municípios que o PSD governa no distrito.

O objetivo passa por construir programas dedicados e equipas fortes para cada município e junta de freguesia, tendo em conta as eleições autárquicas de 2025, de modo a que o PSD possa manter os sete (em 21) municípios que governa atualmente no distrito de Santarém, tendo indicado que Benavente (gerido pela CDU), Tomar e Ferreira do Zêzere, (geridos pelo PS) são exemplos de onde o PSD quer vencer.

Também este fim de semana realizaram-se eleições em algumas concelhias do PSD de Santarém, para um mandato válido para os próximos dois anos. Em Sardoal foi eleito Miguel Borges (presidente Câmara Municipal), em Coruche foi reeleito Francisco Gaspar (líder bancada na Assembleia Municipal de Coruche), em Benavente foi reeleito Luís Feitor (atual vereador), em Rio Maior foi reeleito Luís Santana Dias (presidente Câmara Municipal), e em Ferreira do Zêzere foi reeleito Hugo Azevedo (atual vereador). Recentemente foram eleitos Tiago Carrão, em Tomar, Tiago Ferreira, em Torres novas, e José Moreno, em Abrantes.

Ricardo Oliveira realçou a importância do partido vencer mais municípios no distrito para poder também assumir as Comunidades Intermunicipais da Lezíria e do Médio Tejo (hoje com autarcas socialistas na liderança), tendo apontado ainda a defesa de projetos estruturantes.

 “Nós temos um distrito que foi, nas últimas décadas, completamente deixado ao abandono pelo Partido Socialista. Há muitos anos que não temos investimento público no distrito de Santarém. E por isso, o nosso grande foco, vai ser defender os interesses do distrito junto do governo”, disse.

Ricardo Oliveira é o novo presidente da distrital do PSD de Santarém. Foto: PSD

A lista liderada por Ricardo Oliveira defende também a conclusão da A13 no troço Vila Nova da Barquinha-Almeirim, e ainda a ligação da A1 com o IC9.

Ricardo Oliveira foi o único candidato à liderança da distrital de Santarém do PSD, contando com o apoio dos deputados e deputadas social-democratas eleitos pelo círculo de Santarém bem como de todos os presidentes de câmara do partido.

O ex-presidente da junta de freguesia de Santos Estêvão e ex-vereador da Câmara de Benavente vai suceder ao deputado e atual secretário de estado da agricultura, João Moura.

Estratégia Global – Linhas Orientadoras e Objetivos

O agora presidente da distrital do PSD, Ricardo Oliveira, fez a apresentação da Moção de Estratégia Global que contempla as linhas orientadoras e os principais objetivos a que esta equipa se propõe para os próximos dois anos, dos quais se destaca:

1 – Fortalecimento das Estruturas Locais do Partido – “Iremos fortalecer a ligação entre a Distrital e as Concelhias, oferecendo apoio na formação política e na elaboração de estratégias eleitorais eficazes e adequadas a cada realidade”.

2 – Renovação e Inovação – “O PSD é o grande partido da direita democrática nacional, que olha para o futuro e que o prepara, respeitando os seus princípios fundadores, mas sempre aberto a novas ideias, aos melhores cidadãos da sociedade e ao envolvimento dos jovens”. 

3 – Preparação das Autárquicas 2025 – “Queremos que nas Eleições Autárquicas de 2025 o PSD apresente os seus melhores quadros, os homens e mulheres mais capazes, dedicados e trabalhadores de cada terra, sejam militantes ou independentes, para, em cada um dos 21 concelhos, sermos um verdadeiro fator de desenvolvimento e progresso a favor das pessoas, com projetos políticos sérios, credíveis e responsáveis. Queremos, pois, renovar mandato nos concelhos onde já estamos no poder e vencer mais Câmaras Municipais e mais Juntas de Freguesia”.

4 – Um Distrito que se faz ouvir – “Vamos fazer ouvir a nossa voz junto da direção nacional do PSD, do primeiro-ministro Luís Montenegro e do Governo, na defesa dos interesses da população (…), destacando a intervenção em áreas como a Agricultura e as Infraestruturas”.

“Queremos afirmar o Distrito de Santarém como cluster português da agroindústria. Faremos o acompanhamento do projeto do novo aeroporto Luís de Camões, que se localizará no sul do distrito, concelho de Benavente, continuando a defender a abertura da Base Aérea de Tancos à aviação civil, não apenas na fase de transição, mas também como complemento ao funcionamento do futuro aeroporto”, salientou o presidente do PSD de Santarém.

Novo presidente da distrital do PSD quer Santarém “no bom caminho” e conquistar Câmaras ao PS e CDU. Foto: PSD

Ricardo Oliveira disse ainda defender a “conclusão da A13 no troço Vila Nova da BarquinhaAlmeirim. Esta obra, além de resolver um problema de acessibilidades no acesso ao EcoParque do Relvão na Carregueira, Chamusca, valoriza o território para atração de investimento e fixação de pessoas, resolve uma questão ambiental devido ao elevado transporte de resíduos que atravessam os concelhos de Almeirim, Alpiarça, Chamusca e Golegã e, ainda, representa para a região e para o país uma ligação rodoviária fundamental ao novo Aeroporto Internacional Luís de Camões”, declarou.

Por outro lado, concluiu, o PSD de Santarém defende ainda a “ligação da A1 com o IC9, duas das vias estruturantes para o país (A1 ligação do norte ao sul, e IC9 ligação do litoral ao interior) cruzam-se no Distrito de Santarém, em Fátima, mas não se intercetam de forma funcional”.

Luís Montenegro reeleito presidente do PSD com 97,45% dos votos

O presidente do PSD e recandidato único ao cargo, Luís Montenegro, foi eleito com 97,45% dos votos, anunciou hoje o Conselho de Jurisdição Nacional do partido.

De acordo com o comunicado do órgão jurisdicional do PSD, votaram na sexta-feira nas eleições diretas para presidente da Comissão Política Nacional (CPN) 16.602 militantes, de um universo de 41.863 militantes com capacidade eleitoral (com as quotas em dia), uma taxa de abstenção de cerca de 60%.

Luís Montenegro, também primeiro-ministro desde abril deste ano, venceu as diretas com 16.179 votos (97,45%) e viu renovado o seu mandato como 19.º presidente do PSD para mais dois anos. Registaram-se 326 votos brancos e 97 votos nulos.

A eleição dos restantes órgãos nacionais realiza-se no 42.º Congresso do partido, marcado para 21 e 22 de setembro, em Braga.

Montenegro conseguiu assim o resultado mais expressivo de sempre em eleições internas sem concorrência no PSD.

Montenegro foi reeleito presidente do PSD. Foto: Frame/RTP

A última vez que o PSD tinha tido um candidato único à liderança foi em 2016, nas sétimas eleições diretas, as últimas em que Pedro Passos Coelho – já na qualidade de líder da oposição – foi reeleito presidente do partido com mais de 95% dos votos, até então o melhor resultado de sempre.

Antes disso, as eleições internas no PSD com candidato único foram em 2006 – a primeira que consagrou Marques Mendes por este método, e em que obteve 90,9% dos votos – e as reeleições de Pedro Passos Coelho, que em 2012 conseguiu 94,6% dos votos, em 2014 88,8% e em 2016 95,1%.

Quanto à participação, que nestas eleições ficou nos 39,6% dos militantes em condições de votar, foi semelhante à de anteriores diretas de candidato único (que oscilou entre os 37% em 2006 e os 46% em 2016).

As 12.ªs eleições diretas no PSD realizaram-se na sexta-feira em todo o país entre as 18:00 e as 23:00, em simultâneo com a eleição dos delegados ao congresso e com eleições para as distritais de Aveiro, Braga, Bragança, Guarda, Porto, Santarém e Beja (apenas nesta última com dois candidatos) e de muitas concelhias.

Luís Montenegro foi eleito pela primeira vez presidente do PSD em 28 de maio de 2022, numa eleição em que teve como adversário interno o antigo vice-presidente do PSD e atual secretário-geral adjunto das Nações Unidas Jorge Moreira da Silva, e que venceu com mais de 72% dos votos.

Neste mandato de dois anos, disputou e venceu legislativas antecipadas em 10 de março (em coligação com CDS-PP e PPM), com a mais curta vitória de sempre sobre o PS (cerca de 50.000 votos), e perdeu as europeias de 09 de junho, nas quais os socialistas bateram a AD também por uma curta margem, cerca de 38 mil votos.

Sob a sua liderança, o PSD disputou ainda e venceu duas eleições regionais na Madeira e umas nos Açores.

Desde 02 de abril, Luís Montenegro lidera o XXIV Governo constitucional, executivo minoritário apoiado por 80 deputados (78 do PSD e dois do CDS-PP), contra 78 do PS, numa Assembleia da República em que o Chega tem 50 parlamentares.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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