Novo bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco alerta que na Igreja "não há estrangeiros". Foto: DR

O novo bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, Pedro Fernandes, alertou que na Igreja “não há estrangeiros”, manifestando a sua oposição aos discursos de ódio e exclusão social.

“Na Igreja não há estrangeiros nem irmãos de segunda, aos migrantes, aos membros de comunidades minoritárias, aos portadores de deficiência, aos reclusos, aos solitários, aos doentes e idosos, a todos, quero dizer que tudo farei, no que possa estar ao meu alcance, para que a Igreja seja mesmo a sua casa, onde se sintam acolhidos, protegidos, promovidos e integrados”, disse.

O bispo Pedro Fernandes falava no decorrer da sua alocução na Sé Catedral de Portalegre, onde, no domingo, decorreu a sua ordenação episcopal, presidida por José Ornelas, também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Pedro Fernandes recordou os papas Francisco e Leão XIV, alertando que podem contar com a sua oposição a “todas as formas de intolerância e exclusão injusta”, principalmente junto dos migrantes.

“Peço a Cristo que vos conceda a graça de estar com ele e nele ao serviço dos mais frágeis, assumindo os quatro verbos que os papas Francisco e Leão XIV sublinharam para descrever a solicitude cristã relativamente aos migrantes: acolher, proteger, promover e integrar”, disse.

“Se naturalmente tais verbos se aplicam aos migrantes, aplicar-se-ão também com igual pertinência a todas as pessoas magoadas pela exclusão, pelos discursos de ódio ou pela indiferença que mata”, acrescentou.

O padre Pedro Fernandes foi anunciado no dia 07 de outubro bispo da Diocese Portalegre-Castelo Branco pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) num comunicado publicado na sua página na Internet.

De acordo com a CEP, o Papa Leão XIV aceitou na altura a renúncia de Antonino Dias, que prestou serviço pastoral como bispo naquela diocese ao longo de 25 anos.

O novo bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, de 56 anos, era presidente do Conselho de Administração da Associação de Apoio Social “Anima Una”, em Braga, tendo sido ordenado sacerdote em Lisboa a 21 de julho de 1996.

Ao longo dos anos desempenhou várias missões internacionais, tendo, no regresso a Portugal, desempenhado funções na comunidade Espiritana do Porto, de 2010 a 2018, como conselheiro provincial e assistente da Província Portuguesa da Congregação do Espírito Santo.

Entre 2018 e 2024 foi superior da Província Portuguesa dos Espiritanos e vice-presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP).

A Diocese de Portalegre-Castelo Branco é composta por 161 paróquias, distribuídas por cinco regiões, nomeadamente o arciprestado de Abrantes (Santarém), com 33 paróquias, Castelo Branco conta com 44, a Sertã (Castelo Branco) com 35, Ponte de Sor (Portalegre) tem 27 e Portalegre 22 paróquias.

LUSA

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