Hugo Costa, deputado do PS eleito por Santarém. Foto de: Jorge Ferreira (PS)

A Assembleia da República foi instalada no passado dia 29 de março, marcando o arranque da XV legislatura. Neste dia realizou-se uma reunião inicial assinalada pela eleição de Augusto Santos Silva para presidente da Assembleia da República, a segunda figura da hierarquia do estado, e a pessoa certa para Presidir a um parlamento com a atual composição. A sua intervenção inicial, diferenciado o conceito de nacionalismo de patriotismo, é um exemplo da elevação que acredito que vai ser a marca do seu mandato.

No dia 31, já com a composição final do Parlamento, teve lugar a eleição da mesa, nomeadamente a eleição dos vice-presidentes, secretários e vice-secretários. Neste âmbito, considero que a não eleição de João Cotrim Figueiredo foi um erro. Devíamos ter separado claramente a Iniciativa Liberal de uma força populista, antiparlamentar e xenófoba, que é o Chega. Foi esse o meu sentido de voto. Claro que devemos respeitar a democracia e o voto secreto de cada um dos 230 deputados. Mas não é por isso que deixo de considerar que foi um erro.

Da minha parte, é com a mesma responsabilidade de sempre que volto a representar o distrito de Santarém na Assembleia da República, uma responsabilidade que se nos coloca num momento de enorme responsabilidade (fruto de uma maioria absoluta), mas diante das dificuldades de um mundo que mudou com a pandemia e, igualmente, com guerra da Ucrânia. São tempos de incerteza e de alguma expectativa em relação ao futuro.

Nos próximos dias o programa de Governo vai ser debatido na Assembleia da República, sendo que de seguida teremos o Programa de Estabilidade e Crescimento e o Orçamento do Estado. Temos de ter a capacidade de executar bem os fundos europeus, com transparência e efeitos multiplicadores para a nossa economia. Contudo, os desafios provenientes da guerra da Ucrânia, com consequências inevitáveis na economia (nomeadamente com efeitos já visíveis nos preços e na escassez de alguns produtos) não vislumbra o clima de tranquilidade que ambicionaríamos. 

Deste modo, teremos que estar à altura para estes desafios, providenciando as respostas adequadas, para minimizar o impacto da “guerra económica” nas famílias portuguesas, num momento em que ainda se vive sob o espectro da pandemia.  

Hugo Costa, 42 anos. Economista, deputado e presidente da distrital de Santarém do PS.

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