O Ministro da Administração Interna (MAI), José Luís Carneiro, assinalou o início da construção da nova esquadra da PSP no Entroncamento, um investimento de 02 milhões de euros (ME) integrado num pacote global de 607 ME para as forças de segurança. A obra da nova esquadra de polícia, um anseio com mais de 20 anos, tem um prazo de execução de 15 meses.
“Este investimento superior a dois milhões de euros (ME), a que acrescerá o IVA, enquadra-se no investimento global de 607 ME para melhorar as infraestruturas, os equipamentos, e para modernizar as condições de trabalho das forças de segurança”, indicou o governante, após a cerimónia de lançamento da primeira pedra de construção da nova Esquadra do Entroncamento da Polícia de Segurança Pública (PSP), com um prazo de execução de 15 meses.
VÍDEO/CERIMÓNIA DE ARRANQUE DA FUTURA ESQUADRA DA PSP:
Localizada junto ao centro de saúde do Entroncamento, o investimento é assegurado pela Administração Central, através do Contrato de Cooperação Interadministrativo assinado em março de 2023 entre a Câmara Municipal, o MAI e a PSP, e que, “permitirá dotar o concelho com uma esquadra moderna, e meios técnicos e humanos necessários às especificidades da cidade”, comprometendo-se o município a cedê-la em regime de comodato à PSP, após a conclusão da empreitada, em processo que decorre de forma similar em vários pontos do país.
“Neste ano e meio já pude inaugurar 10 novos equipamentos e pude estabelecer cerca de 35 ME, já contratualizados com os municípios, para investir na modernização de infraestruturas, e hoje mesmo estarei a lançar o concurso público no valor de 34 ME para aquisição de novas viaturas e, portanto, trata-se de um esforço genuíno de valorização das estruturas, equipamentos e modernização das condições de trabalho das nossas forças e serviços de segurança”, afirmou José Luís Carneiro.




O governante destacou ainda a “valorização salarial” como fator de “atração” de novos agentes de segurança, a par do investimento no recrutamento, seja na formação de novos agentes como na contratação de civis.
“Este esforço é acompanhado pela valorização salarial, de 20% a mais, entre 2023 e 2026, que terá também efeitos no aumento do subsídio de risco das forças de segurança”, disse o ministro, tendo lembrado que, a nível de recrutamento, “em 2022, foram admitidos 1.500 novos guardas para a GNR e cerca de 950 polícias para a PSP”, com o ano de 2023 a registar a entrada, “há dias, de 580 novos polícias” para a PSP.
Respondendo a um repto do presidente da Câmara do Entroncamento, Jorge Faria (PS), que indicou que a nova esquadra vem responder a um “anseio e necessidade com mais de 20 anos” e apelou a um “reforço” do número de agentes ali colocados, o ministro lembrou que, “entre 1986 e 2022, Portugal tem menos 500 mil jovens”, com idades “entre os 20 e 30 anos”, e, logo, “menos base de recrutamento”, sendo a aposta o reforço das condições e a formação.
“Em novembro vão entrar mais 500 alunos em formação” na escola de polícia, em Torres Novas, salientou José Luís Carneiro, tendo acrescentado, ainda, que vai “abrir concurso público para 300 civis, para servirem nas forças de segurança”, uma forma de “libertar polícias que estão em funções administrativas para poderem fazer policiamento de visibilidade e de proximidade”.




Por outro lado, o governante destacou a importância de associar a estas medidas uma “politica de habitação e alojamento”, assim como de “reforçar os níveis de sancionamento daqueles que agridem as forças de segurança, aumentando a moldura penal”.
O Presidente da Câmara do Entroncamento lembrou que “há 20 anos que o concelho anseia por uma nova esquadra, com condições dignas de receber os profissionais e com dignidade de receber os munícipes”., tendo feito notar que a construção da nova esquadra é “fruto de um conjunto de esforços da Câmara Municipal, do Ministério da Administração Interna e da Polícia de Segurança Pública.
O autarca disse ainda que “o prazo de execução da obra é de 15 meses” e que espera “inaugurar e fazer a transferência da esquadra antiga para a esquadra nova em fevereiro de 2025”.



Para o diretor nacional adjunto da PSP, José Carlos Leitão, presente na sessão que marcou o início da construção do novo equipamento, “as condições em que a esquadra funciona neste momento não dignas de quem lá trabalha”, tendo feito notar, no entanto, a “importância operacional relevante” da futura esquadra.
“O que vai ser aqui construído é uma esquadra destacada, importante por ter várias valências”, frisou, tendo indicado que, “além do patrulhamento, também terá uma valência de investigação criminal e de trânsito”, entre outras.
C/LUSA
