Segundo a ULS Médio Tejo, a nova equipa assegura presença semanal naquela unidade de cuidados de saúde primários, mantendo também consultas quinzenais no Centro de Saúde de Alcanena e intervenção domiciliária sempre que necessário.
A iniciativa pretende “reforçar o acesso da população ao acompanhamento clínico e psicossocial, numa lógica de maior proximidade”, com articulação entre cuidados hospitalares, cuidados de saúde primários e recursos da comunidade.
Com esta reorganização, a prestação de cuidados deixa de estar centrada apenas no Hospital Nossa Senhora da Graça, em Tomar, passando a privilegiar um “acompanhamento mais próximo e continuado no contexto de vida dos utentes”, envolvendo também as famílias.
Em paralelo, a Equipa Comunitária de Saúde Mental Este desenvolve atividade na Unidade de Saúde Familiar (USF) Beira Tejo, em Abrantes, aguardando a disponibilização de instalações na USF D. Francisco de Almeida, na mesma cidade, após obras de beneficiação previstas para o verão.
Na nota informativa, a ULS explicou que o desenvolvimento destas equipas integra uma estratégia iniciada em 2021 com a criação da Equipa Comunitária de Saúde Mental de Ourém, no âmbito de projetos-piloto nacionais destinados a reforçar a intervenção comunitária em saúde mental.
Em fevereiro de 2024, a ULS Médio Tejo integrou também o projeto-piloto nacional do Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Saúde Mental, modelo organizativo que visa reforçar a autonomia funcional das equipas, valorizar o trabalho multidisciplinar e criar condições mais atrativas para captar e fixar profissionais especializados.
Citada numa nota divulgada hoje, a diretora do Departamento de Saúde Mental da ULS Médio Tejo, Luísa Delgado, afirmou que o modelo assenta numa abordagem de proximidade, sublinhando que “a saúde mental não se faz apenas no hospital”, mas também na comunidade e em articulação com os cuidados de saúde primários.
Já o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, considerou que o reforço das equipas comunitárias visa criar serviços “mais próximos das pessoas, mais integrados no território e mais capazes de responder às necessidades da população”.
Atualmente, a ULS Médio Tejo dispõe de quatro equipas comunitárias de saúde mental organizadas por setores territoriais, abrangendo 12 concelhos, incluindo o concelho de Ourém, que está fora da área de abrangência desta ULS, e cerca de 214 mil habitantes.
A ULS Médio Tejo gere três hospitais – Abrantes, Tomar e Torres Novas – e 35 unidades de cuidados de saúde primários, dando resposta direta a cerca de 170 mil utentes nos concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha e Vila de Rei, nos distritos de Santarém e Castelo Branco.

Espero que realmente tenha profissionais dedicados… Não uns que me atendeu aí e disse que: por ser reformada, meu problema era tempo demasiado livre. Sendo que nos últimos cinco anos antes da consulta ( tínhamos passado da COVID), eu cuidei da minha sogra com Alzheimer. Meu marido teve um infarto, após a morte da mãe…. Olha eu estava um lixo… Precisava urgentemente de uma consulta e a Doutora, teve a coragem de me dizer isto. Na cara, sem meias palavras. Nunca mais voltei ao ambulatório de psiquiatria de Tomar, procurei um privado, ao menos pago, não vou ser humilhada por uma estudante que se julga “A Doutora”.