Em comunicado, a Hyperion, empresa portuguesa ligada ao desenvolvimento de projetos de energias renováveis, indica ter iniciado a “construção da nova central fotovoltaica de Abrantes”, num projeto que “vai produzir o equivalente ao consumo médio anual de 15.000 habitações” e “promover o envolvimento comunitário”.
A central, que ficará instalada em 53 hectares de terreno na aldeia de Arreciadas, na União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, vai ser composta por 35 mil painéis solares.
Num comunicado divulgado hoje, a empresa indica que as obras iniciaram-se em março, com a limpeza e vedação do terreno, estando previsto que a central fotovoltaica possa entrar em operação no início de 2025.
Segundo a Hyperion, os 35 mil módulos fotovoltaicos vão produzir mais de 50 gigawatts/hora por ano, o equivalente ao consumo de quase 15 mil habitações, evitando a emissão de 10 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, comparativamente à produção de eletricidade a partir de gás natural, e de 20 mil toneladas de CO2, se comparada com produção de eletricidade a partir de uma central a carvão.
Os promotores indicam ainda que “o município de Abrantes terá direito a compensações a serem pagas pelo Estado Português, através do Fundo Ambiental, num valor total de mais de 270 mil euros, valor calculado em função da produção da energia” a partir da central, que terá o seu ponto de injeção à rede na subestação de Olho de Boi, em Alferrarede.
A Hyperion, com sede em Lisboa, indica ainda que “pretende promover iniciativas de envolvimento das comunidades locais”, tendo “proposto um conjunto de possíveis propostas”.
“Em colaboração com o município, decidir-se-á quais as iniciativas que terão maior impacto positivo junto das comunidades e que irão para a frente”, refere a empresa.

A Hyperion Renewables, fundada em 2006, indica ainda na nota que tem investimentos em Espanha e projetos para a Roménia, estando a construir 17 parques fotovoltaicos na zona Centro do país, num investimento global de 105 milhões de euros, que vai gerar uma capacidade de produção de 150 MW de energia fotovoltaica em Portugal.
c/LUSA

Que horror!
Empresas estrangeiras a colocarem toneladas de lixo futuro em nome do desenvolvimento e envolvimento das comunidades.
Por certo com o “ acordo” das populações saltaram sobreiros para esta energia verde! Valha-nos Deus! Para quê? Gastar mais? Mais?
O que fazer e como fazer em caso de um incêndio nessa estrutura de painéis fotovoltaicos e que topo de estrutura resistente ao fogo é essa