Nova central fotovoltaica da R.Power entra em funcionamento na Sertã. Foto: DR

A R.Power, um produtor independente de energia, anunciou a entrada em funcionamento da sua segunda central fotovoltaica em Portugal. O projeto, localizado na Sertã, com cerca de 9 hectares, gera energia utilizando mais de 8.600 módulos fotovoltaicos. O Governo, por sua vez, disse querer reforçar a exploração do potencial de energias renováveis, com foco nas tecnologias solar e eólica.

A produção energética da central elétrica da Sertã da R.Power, um dos principais promotores de centrais fotovoltaicas na Polónia, será de 8,4 GWh (gigawatts hora) anuais, “suficiente para satisfazer as necessidades energéticas de mais de 3.300 lares”, refere a empresa, em comunicado, tendo indicado que a redução anual prevista das emissões de CO2 ultrapassará as 1.400 toneladas.

A empresa, avança o Jornal Económico, indicou que a energia produzida pela central da Sertã será vendida no âmbito de um contrato de compra de energia (PPA). “A central elétrica foi construída pela empresa polaca Nomad Electric, sendo a Nomad Electric Services responsável pela sua operação e manutenção”, indica o periódico.

A central da Sertã é mais um projeto fotovoltaico da R.Power em Portugal, depois de em maio deste ano, a empresa ter anunciado a entrada em funcionamento da sua primeira central fotovoltaica internacional, localizada perto de Terena. A capacidade combinada de ambos os projetos é de 13,2 MWp (megawatts pico).

Atualmente, a empresa está a desenvolver seis projetos adicionais de energia solar em Portugal, todos eles com conclusão prevista para breve, o que elevará a capacidade total do portfólio da R.Power no país para quase 70 MWp.

As atividades da R.Power abrangem toda a cadeia de valor do setor da energia solar, incluindo o desenvolvimento de centrais fotovoltaicas, construção (Engineering Procurement & Construction), manutenção de centrais (Operations & Maintenance) e produção de energia renovável (Independent Power Producer).

Atualmente, a empresa está a desenvolver uma carteira de mais de 26 GWp (gigawatts pico) de ativos fotovoltaicos e BESS (Battery Energy Storage System), oferecendo vendas de energia na fórmula PPA.

Governo quer reforço da exploração de energias renováveis com foco nas tecnologias solar e eólica

O Governo irá submeter esta segunda-feira, dia 22 de julho, a revisão do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030) para consulta pública. O documento estabelece metas mais ambiciosas para a redução de emissões de gases com efeitos de estufa, para o aumento da quota de energias renováveis, traçando uma trajetória clara para alcançar a neutralidade climática em 2045.

O PNEC 2030 inclui oito objetivos, 65 linhas de atuação e 297 medidas, que definem o rumo da transição energética em prol do interesse estratégico do país.

Uma das alterações efetuadas pelo Governo é o aumento da meta nacional para a redução de emissões de gases com efeito de estufa para 55% até 2030, em relação aos níveis de 2005, fixando o limiar mais ambicioso do intervalo anteriormente estabelecido de 45% a 55%.

O PNEC 2030 traça uma meta de 51% para a quota de energias renováveis no consumo final bruto de energia até 2030, acima da meta anterior de 47%, o que, segundo o ministério do Ambiente, “reflete a aposta estratégica nas renováveis e nas suas potencialidades de atração de investimento”.

Para alcançar esta meta, o Governo propõe um reforço da exploração do potencial de energias renováveis, com foco nas tecnologias solar e eólica onshore/offshore, entre 2025 e 2030, com o aumento do solar de 8,4 GW para 20,8 GW; o incremento do eólico onshore de 6,3 GW para 10,4 GW e o crescimento do eólico offshore de 0.03 GW para 2 GW.

“O Ministério do Ambiente e Energia assumiu o dossier PNEC2030 como uma prioridade, desde a primeira hora. Este não é apenas um plano: representa um projeto de desenvolvimento para Portugal, aproveitando o potencial de energia renovável do país para estimular atividades industriais, crescimento económico, criação de empregos verdes, inovação e desenvolvimento tecnológico”, indica a tutela, na nota informativa.

“O PNEC 2030 está estrategicamente posicionado para combater as alterações climáticas, garantir a segurança energética, atrair investimento e gerar competitividade”, diz Maria da Graça Carvalho, citada na nota, que indica que o PNEC 2030 prevê ainda uma trajetória de descarbonização, rumo à neutralidade climática em 2045, em linha com a ambição prevista na Lei de Bases do Clima.

O documento estabelece também uma maior prioridade ao armazenamento de energia, com a elaboração de um plano nacional, visando um aumento da capacidade, até 2030, através de hidroelétrica reversível com bombagem, da produção de hidrogénio renovável e numa fase mais avançada da década, através de um contributo das tecnologias de baterias.

A nova proposta de PNEC 2030 estará em consulta pública por um período de 45 dias, entre 22 de julho e 5 de setembro, permitindo a receção e integração de contributos por parte da sociedade civil. O plano será depois remetido à Assembleia da República para discussão.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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