Livros censurados durante o Estado Novo. DR

O Plano Nacional de Leitura organiza as Noites dos Livros Censurados, entre 22 a 28 de abril, em parceria com a APEL e tendo o jornal Público como parceiro mediático.

As noites dos livros censurados pretendem celebrar os livros como resistência e enaltecer o papel que a literatura desempenhou no desafio aos regimes, ao longo de séculos. Na semana das comemorações dos 50 anos do 25 de abril, o PNL quer lembrar autores que foram censurados ou banidos. Quer trazer a celebração da leitura para cenários informais, para lembrar que os livros não são para serem venerados, nem fechados em armários que os tornaram objetos de exposição.

Os livros fizeram parte da revolução, fazem parte das nossas vidas como sociedade e do nosso crescimento. O PLN recusa a censura na literatura, em qualquer forma ou sob pretexto algum. Por isso, lançou o desafio a bares, centros culturais, associações, livrarias, bibliotecas, institutos, teatros e outros, que queiram organizar as suas noites de livros censurados.

Assim, é disponibilizado um formulário para inscrição das entidades interessadas, e o PNL oferece uma
pequena coleção de livros aos primeiros 50 inscritos. No portal existe ainda um kit para apoiar a organização, com listas de livros censurados, sugestões de organização e um cartaz.

A ideia é ler alto, a várias vozes, com holofotes ou lua nova, as palavras em liberdade. O PNL quer celebrar os livros que não deixámos arder, os livros que escondemos, os livros que passámos clandestinamente e que continuamos a ler – também no Médio Tejo.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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