Foto: CMN

As margens do rio Tejo encheram-se de gente para a inauguração da nova Barca D’Amieira, no domingo, 22 de setembro, tanto do lado de “Amieira do Tejo”, no concelho de Nisa, como na margem de São José da Matas (Envendos), no concelho de Mação. A travessia do rio Tejo volta a poder ser feita através de uma barca, para o transbordo de pessoas e automóveis.

O evento promovido pelo município de Nisa juntou uma pequena multidão em cada uma das margens do rio para assistirem à bênção e viajarem na plataforma flutuante que liga agora as duas margens ribeirinhas, e ao concerto aquático da Sociedade Musical Nisense, momentos que marcaram o regresso da histórica Barca d’Amieira, agora num formato moderno que está disponível entre as 8:30 e as 16:30, com interrupção entre as 13:30 e as 14:30.

Foto: CMN

A Câmara de Nisa explicou que a “Barca D´Amieira” vai permitir reabilitar uma “tradição há muito perdida”, que possibilitava a passagem de pessoas, bens e animais de uma margem do Tejo para a outra. “Este projeto pretende a preservação, conservação e valorização do património histórico e cultural do Tejo Internacional”, disse o município, em nota de imprensa.

Entre outros momentos, a tarde ficou marcada pela “Viagem Nova” da “Barca D’Amieira Século XXI” que levou a presidente da Câmara Municipal, Idalina Trindade e os seus convidados até à margem do concelho de Mação, trazendo de lá, a convite da autarca, alguns populares da freguesia fronteiriça, e os restantes nas viagens seguintes, juntando-se assim as populações de ambas as margens num celebrativo lanche convívio oferecido pelo município de Nisa.

 

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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