#NesteDia Maria Lamas nasceu a 6 de outubro de 1893, em Torres Novas. Morreu aos 90 anos, depois de uma vida dedicada à defesa dos direitos das mulheres, da liberdade e da paz.
Jornalista, escritora e tradutora, trabalhou na Agência Americana de Notícias e nos jornais “O Século”, “A Capital”, “A Época”, “O Almonda” e “Diário de Lisboa”, entre outros, tendo ganho notoriedade na revista “Modas & Bordados” que, nas suas mãos, a partir de 1928, deixou de ser apenas uma revista para donas de casa.
Nos anos 40 percorreu o país para conhecer (e dar a conhecer) a realidade da vida das mulheres em Portugal, retratos publicados em fascículos e que mais tarde seriam reunidos no livro “As Mulheres do meu País”.
“Humildes”, “O Caminho Luminoso”, “Para Além do Amor”, “Brincos de Cereja”, “A Ilha Verde”, “O Vale dos Encantos”, “Estrela do Norte”, “A Mulher no Mundo” ou “O Mundo dos Deuses e dos Heróis – Mitologia Geral”, são alguns dos livros que também assinou como Maria da Fonseca, Serrana d’Ayre e Rosa Silvestre.
Participou nos Congressos Mundiais da Paz, presidiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e integrou a direção do Movimento de Unidade Democrática.
Foi presa pela PIDE por três vezes, entre 1949 e 1962, tendo depois partido para o exílio político, em Paris. Aí conheceu várias figuras do meio intelectual francês, entre elas a escritora Marguerite Yourcenar (é sua a tradução para português da obra-prima “Memórias de Adriano”).
Recebeu a Ordem da Liberdade, pelo Presidente Ramalho Eanes (1980), foi homenageada pela Assembleia da República (1982), recebeu a Medalha de Ouro do concelho de Torres Novas (1982) e a Medalha Eugénie Cotton, da Fédération Démocratique Internacionale dês Femmes (1983).
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