Noventa dias depois da passagem da tempestade Kristin, representantes de entidades públicas, empresas e instituições voltaram a reunir-se em Ourém para analisar o impacto deixado pelo fenómeno meteorológico.
A iniciativa, promovida pela Nersant, decorreu sob o tema “Kristin + 90 dias” e serviu para fazer um balanço das medidas já implementadas, bem como identificar os desafios que ainda persistem junto das populações e do tecido empresarial afetado.
A sessão esteve organizada em três painéis dedicados à resposta institucional, à realidade vivida pelas empresas e às medidas consideradas prioritárias para acelerar a recuperação.
Ao longo dos trabalhos foi destacado o esforço conjunto desenvolvido desde os primeiros dias após a tempestade, sublinhando-se a capacidade de articulação entre entidades públicas e privadas na resposta às situações mais urgentes.




Apesar disso, os testemunhos apresentados por empresários afetados evidenciaram que continuam a existir constrangimentos operacionais e prejuízos económicos em diversos setores de atividade, havendo um entendimento generalizado quanto à necessidade de acelerar processos e reforçar os mecanismos de apoio existentes.
O presidente da Nersant, Rui Serrano, defendeu que “o território respondeu sim, mas a recuperação exige agora rapidez, simplificação e eficácia na execução dos apoios”.
A sessão, que decorreu no dia 6 de maio, contou com a presença de várias entidades regionais e locais, entre elas os presidentes das câmaras municipais de Ourém e Ferreira do Zêzere, representantes do município de Tomar, da CCDR-LVT, da AIP – Associação Industrial Portuguesa, da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, da Segurança Social e de empresas de diferentes áreas de atividade.


Durante a iniciativa houve ainda um momento de reconhecimento público às juntas de freguesia dos concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Ourém, através da entrega de distinções pelo trabalho desenvolvido no apoio de proximidade às populações afetadas pela tempestade.
A sessão terminou com um apelo à continuidade do trabalho conjunto entre instituições, empresas e comunidades, reforçando a importância de respostas mais rápidas e eficazes para garantir uma recuperação sustentada e preparar o território para futuros desafios.
