A Nersant, Associação Empresarial da Região de Santarém, inaugurou na quinta-feira, dia 21, uma Startup em Torres Novas, incubadora de empresas que pretende ser um “polo dinamizador do empreendedorismo e da iniciativa empresarial”, juntando-se às existentes em Santarém, Ourém e Alcanena.
António Pedroso Leal, presidente da Nersant, começou por relembrar todos aqueles que contribuíram para o crescimento da Associação a nível territorial, “que se assume como uma marca do Ribatejo”.
A cerimónia de inauguração decorreu no Centro de Exposições da Nersant, em Torres Novas, um espaço marcado pelo “nascimento” desta Associação. “Aqui ficou sediada a Nersant, do Núcleo Empresarial de Santarém, uma instituição de utilidade pública, com atividade multidisciplinar no desenvolvimento do tecido empresarial, associação que paulatinamente foi sedimentando a sua relação de proximidade e serviço à comunidade”, lembrou o dirigente da Nersant.
A Startup sediada em Torres Novas é uma iniciativa direcionada para as novas empresas e empresários e também para os jovens, “que iniciam a sua atividade profissional” e que “precisam de algum estímulo” para projetar o seu futuro.
“Fico sempre emotivo com estas realidades, porque também sou professor do ensino superior e vejo muitos alunos que emigram, e não os encontram mais”, sublinhou. “É para estes jovens que temos de trabalhar”.
António Pedroso Leal reforçou ainda a importância da “existência de uma rede que interligue estabelecimentos de ensino”, profissionais e superiores, além das empresas e municípios, que devem ter um “esforço conjunto para manter na região a força de trabalho absolutamente necessária ao nosso desenvolvimento”. Recorde-se que a Nersant conta uma rede de incubadoras que abrange os concelhos de Alcanena, Ourém, Rio Maior e Santarém.
Com destaque para a iniciativa de os alunos do ensino superior poderem visitar as empresas da região, um “desafio” lançado aos empresários associados, o presidente disse que a Nersant “estará sempre disponível para estabelecer e aprofundar parcerias, permitindo rentabilizar os esforços de todos e assim permitir o nosso crescimento em conjunto”.




A inauguração contou com a presença do presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Manuel Jorge Valamatos, que salientou a luta “contra as adversidades” da região, nomeadamente o encerramento da central termoelétrica que “tem um impacto brutal na economia”. “Obviamente que há mecanismos europeus para mitigar, mas andamos um bocadinho a lutar contra as adversidades”, frisou.
Manuel Jorge Valamatos, que também é presidente do município de Abrantes, reconheceu a valorização do ensino superior, bem como as empresas e as “oportunidades do PRR e outros fundos, nomeadamente o Fundo de Transição Justa” para fazer face aos “desafios” atuais.
O autarca sublinhou ainda a importância da união entre a Associação “viva, ativa, e dinâmica”, com os autarcas, as comunidades e os empresários, para “fazer mais pela região”.
Já o presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, disse que “o desejo de qualquer autarca é ver aquecido e enriquecido o espaço que também gere em termos de território”.
O apoio ao empreendedorismo e criação de empresas continua a ser uma das prioridades da Nersant, tendo a associação decidido colocar o seu pavilhão de exposições à disposição da iniciativa empresarial da região, através da sua reconversão numa nova infraestrutura de incubação e aceleração de empresas, nomeada Startup Nersant – Torres Novas”.
A nova incubadora, indica a Nersant, “oferece um ambiente propício ao desenvolvimento de startups, proporcionando não apenas espaços físicos para a instalação de negócios, mas também a possibilidade de pré-incubação, com apoio técnico e mentoria à criação dos negócios, incubação virtual e cowork, bem como salas de reuniões e infraestruturas de apoio à iniciativa empresarial”.
No final da cerimónia, em declarações aos jornalistas, António Pedroso Leal referiu que já se encontram “quatro incubados” neste novo espaço, além de empresas que podem ser incubadas “virtualmente”.
“Há salas com duas ou três empresas”, uma vez que é um espaço que funciona também em coworking. “E quando não chegar temos espaço para fazer mais”.
Relativamente aos desafios esperados para 2024, o presidente refere que “são do ponto de vista da estabilidade económica da própria instituição”. O objetivo é também “consolidar a relação com os sócios”, com a promoção de iniciativas “com vista à aproximação”, quer de cariz lúdico, que com as próprias visitas às empresas.
A internacionalização é outro dos grandes objetivos, segundo o presidente, com destaque para aproximação ao mercado francês.



Recorde-se que a primeira incubadora de empresas da Nersant surgiu em Santarém, no ano de 2016, seguindo-se a criação da Startup Ourém e da Startup Alcanena e, agora, a Startup Torres Novas, que vem completar o espólio da região do Médio Tejo, todas elas certificadas pela rede de incubadoras de empresas da Startup Portugal.
Entre 2013 e 2022, a Associação Empresarial Nersant acompanhou a realização de cerca de 3.503 ideias de negócio, apoiou a criação de 690 empresas, e incubou 92 novas empresas na sua rede de Startups, incluindo 25 projetos internacionais.
