A Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) apresenta hoje o Ribatejo Empreende, programa que, desde a sua criação, em 2013, gerou 7 milhões de euros de investimento, 375 novas empresas e 511 postos de trabalho.

A presidente da Nersant, Maria Salomé Rafael, disse à agência Lusa que o trabalho desenvolvido pela associação na área do empreendedorismo tem procurado “inovar, para responder de forma mais eficiente” a quem tenta lançar o seu próprio negócio, sendo os resultados “muito positivos”.

Salomé Rafael sublinhou a taxa de sobrevivência das novas empresas criadas ao abrigo de programas da Nersant, da ordem dos 92%, substancialmente superior à média nacional, que ronda os 40%, o que atribui em grande parte ao acompanhamento que é feito por uma equipa especializada de oito gestores e economistas durante dois anos.

Só em 2016, o programa permitiu a criação de 96 empresas, que geraram 142 postos de trabalho e representaram 1,8 milhões de euros de investimento, adiantou.

Na sessão que hoje se realiza nas instalações da ‘Start Up’ de Santarém, que contará com a presença do secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, além da apresentação do programa “Ribatejo Empreende – Empreendedorismo Qualificado e Criativo”, vai ser feito o balanço do trabalho realizado pela associação nesta área e serão entregues os certificados aos participantes do 1.º Programa de Aceleração de Ideias de Negócio e dos dois concursos temáticos de ideias de negócios no âmbito do “Incubar+Lezíria”.

A ‘Start Up’ de Santarém, aberta em março de 2016 na ala principal da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC), que foi requalificada e adaptada para acolher empresas “virtual e fisicamente”, está “absolutamente lotada” com as 41 empresas que aí estão alojadas.

Salomé Rafael afirmou que o mais tardar até setembro estará concluída a recuperação de um segundo espaço no edifício, também cedido pela Câmara Municipal de Santarém, onde se poderão instalar mais 20 empresas, beneficiando de preços “interessantes” e de um conjunto de apoios.

Para a presidente da Nersant, o financiamento continua a ser uma das grandes dificuldades para quem está a começar um negócio ou para as empresas que necessitam de crédito.

Por isso, a associação vai hoje lançar o desafio às várias Caixas de Crédito Agrícola que existem no distrito para que se “unam e trabalhem para o desenvolvimento da região” e evitem que algumas delas possam vir a ser “adquiridas por terceiros”.

Entre as iniciativas que a Nersant tem desenvolvido na área do empreendedorismo contam-se o programa de Aceleração de Ideias de Negócio, aberto a empreendedores de todo o país que queiram investir na região. Depois da primeira edição, em outubro e novembro na ‘Start Up’ de Santarém, a segunda arranca no próximo dia 09, em Torres Novas, decorrendo as candidaturas até 07 de abril.

O programa dura oito semanas (dois dias por semana), e, “através de ferramentas, ‘workshops’, ‘networking’, ‘mentoria’ e consultoria especializada e dedicada, procura apoiar os empreendedores na aceleração do processo de passagem da ideia ao negócio e no encontro de financiamento, visando uma mais rápida preparação, operacionalização e entrada no mercado”.

Salomé Rafael afirmou que a Nersant dispõe de uma “bolsa de mentores” com 55 empresários que podem vir a comparticipar nos negócios que acompanham.

Além de ter criado o Sítio do Empreendedor, a Nersant está a dinamizar o projeto  “Incubar+Lezíria”, em parceria com o Instituto Politécnico de Santarém, o Agrocluster Ribatejo e a Desmor (empresa municipal de Rio Maior), que fomenta o aparecimento de projetos por áreas temáticas.

Com seis projetos já premiados nas áreas da cultura, do agroalimentar, do desporto e do bem-estar, decorre até ao próximo dia 17 a aceitação de candidaturas para o terceiro concurso de ideias de negócio, desta vez na área das tecnologias, realçando Salomé Rafael a “grande qualidade profissional e técnica” das pessoas que constituem os júris dos concursos.

A presidente da Nersant adiantou que, apesar de apenas serem premiados três projetos em cada concurso, a associação não deixa de apoiar aqueles que mostrem ser financeiramente viáveis.

Agência de Notícias de Portugal

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